Pessoas que tiveram Covid-19 há mais de 45 dias e estão curadas. Esse é o perfil dos pacientes que o Hemocentro busca. A intenção é coletar o plasma desses pacientes para tentar o tratamento de pessoas com as formas mais graves da doença.
Segundo o hematologista Fausto Trigo, quando uma pessoa contraí o coronavírus, ela desenvolve anticorpos que ficam armazenados no plasma sanguíneo. Embora ainda não tenha comprovação científica, médicos tem feito o uso compassivo do plasma. “São conjecturas baseadas em fatos anteriores que ora demostravam eficácia no uso de plasma de indivíduos que estavam com outras doenças virais. Mas ora também não mostravam eficácia. Então agora o motivo de estudo é se o plasma dos curados da Covid também pode ajudar”, explica.
Mesmo sem estudos conclusivos, quem já teve Covid pode ajudar com a doação do plasma por meio de agendamento. Além desse material em especifico, serão aproveitados outros elementos do sangue como glóbulos vermelhos e plaquetas.
O agendamento deve ser feito pela internet e o doador em potencial deve informar que já teve Covid e apresentar os exames que comprovam a infecção pelo vírus. As plaquetas e glóbulos vermelhos poderão utilizados por outros pacientes que não foram infectados pelo corona.
Quem não foi contaminado pelo vírus também pode doar sangue. Com a pandemia, o hemocentro tem tido baixa nos estoques.