A direção do Hospital Universitário, HU, assumiu o controle da gestão dos serviços médicos após o rompimento com a empresa que fazia a prestação de serviço. Segundo um comunicado, o não cumprimento dos termos do contrato, foi uma das causas. A empresa não estaria apresentando os médicos para os plantões necessários para fechar as escalas de atendimento no hospital. Outro problema era o atraso nos pagamentos dos profissionais contratados por parte da empresa.
Segundo a superintende do HU, Viviane Feijó, há uma previsão jurídica que permite que o hospital assuma essa gestão para que a população não fique descoberta e não seja afetada em casos como esse de rompimento de contrato. “Se não tínhamos professor ou medico servidor na escala, acionávamos a empresa. A escala era entregue com 20 dias de antecedência ou em situações mais urgentes, com 24 horas. Mas, mesmo assim, eles não indicavam quem iria prestar o serviço e ficávamos com buracos”, aponta Viviane.
A empresa era responsável por dois contratos. Um deles de serviços de médicos anestesistas e outro de médicos para plantões em urgência e emergência. Um dos contratos estava avaliado em cerca de R$ 2 milhões e o outro em pouco mais de R$ 1 milhão. “Chegamos a precisar de 20 profissionais em um único mês, mas o número variava de acordo com a escala”, explica.
Outro chamamento para empresa deve ocorrer, mas ainda sem data.