Ciência e saúde

HU restringe atendimento por superlotação; há risco de colapso no sistema

26 dez 2020 às 12:11

O aumento do número de casos de Covid-19 na região tem preocupado as autoridades de saúde. Isso porque a ocupação de leitos tem chegado 100% em alguns hospitais de referência para o tratamento de pacientes com a doença.

A direção do Hospital Universitário de Londrina, ligado à UEL, enviou um ofício ao Governo do Estado pedindo a suspensão do envio de pacientes. A alegação é que o Pronto Socorro atingiu no momento, ocupação acima de 100%.

“Considerando a necessidade de mantermos a segurança técnica e a qualidade no atendimento, solicitamos que os encaminhamentos de pacientes ao HU ocorram conforme o fluxo acordado no Comitê de Crise de Urgência e Emergência em Saúde do município de Londrina, ou seja, exclusivamente casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, na classificação "moderado" e "grave", referenciados pelo SAMU, SIATE e Central Estadual de Regulação de Leitos”, aponta o documento.

O pedido foi feito no último dia 23, quinta-feira. O HU é referência para atendimento aos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 do município e região, o que demanda a internação de pacientes em leitos isolados.

Risco de colapso
Segundo o coordenador da unidade de regulação de leito da macrorregião do estado, Marcos Laurentino da Silva depois das comemorações de Natal, a central teme alta dos números de casos de Covid-19 e piora na sobrecarga nos hospitais. Ele adverte que o sistema de saúde da região já está trabalhando no limite.

 “Já foram feitas três remoções aero médicas na quarta-feira para fora de Londrina de paciente Covid-19. Então, nesse cenário, se você ficar doente, pode não ter esse leite disponível, nem se você tiver plano de saúde ou pagar um leito particular”.

Os pacientes foram transferidos para hospitais em Apucarana e Ivaiporã. Da mesma forma, ele ressalta que pacientes de outros lugares, podem ser transferidos para Londrina, em caso de superlotação em outras cidades. “A preocupação é grande, pois é como se muitas pessoas do nosso convívio tivessem decretado o fim da pandemia. Sabemos que as pessoas estão cansadas, e por isso, muita gente tem reduzido o cuidado, mesmo com as medidas adotadas pelo governo”.  

O coordenado alerta ainda, que essa situação de colapso no sistema de saúde é cada dia mais real e presente e pode acontecer já em janeiro. “Para começo de janeiro até o final da primeira quinzena já esperamos uma alta considerável dos casos de Covid-19 por conta das festas de fim de ano e aglomerações. Da forma como estamos vendo a alta de ocupação de leito, podemos chegar um momento de não termos para onde encaminharmos esses pacientes”.