Ciência e saúde

Londrina bate recorde e registra 93% de ocupação em UTIs Covid SUS

24 jan 2021 às 21:03

Londrina registrou neste domingo (24) mais um recorde preocupante do coronavírus.

A ocupação de UTIs destinadas a pacientes adultos do SUS com Covid-19 atingiu 93%, a maior taxa desde o início da pandemia. Dos 96 leitos existentes, 89 estão ocupados.

Em números absolutos, no entanto, a maior quantidade de pacientes internados em UTIs foi registrada em setembro, quando havia 116 leitos, dos quais 97 estavam ocupados. De lá para cá, Londrina perdeu 20 leitos de UTI.

Na sexta-feira (22), o município teve 11 mortes pela doença confirmadas em um dia, número também recorde.

“Janeiro será o mês com maior número de casos até hoje. É pior momento da pandemia”, afirmou o prefeito Marcelo Belinati (PP) em transmissão realizada com o secretário de Saúde Felippe Machado ao vivo pelas redes sociais neste domingo (24).

Para evitar um colapso, a Prefeitura negocia a contratação de mais leitos na rede particular. "Estamos trabalhando junto ao Hospital do Coração para a abertura de novos leitos”, pontuou Belinati.

O número de novos leitos a serem abertos não foi especificado. Atualmente são 30 leitos contratados junto à instituição privada.

Vacinação prossegue

O agravamento da pandemia em Londrina ocorre em meio à vacinação contra o coronavírus. Neste domingo 6,4 mil doses da Astrazeneca/Oxford chegaram à cidade e se somaram às 9 mil do primeiro lote da Coronavac recebido na semana passada.

A primeira etapa da campanha prevê imunizar 170 mil londrinenses. Até agora, foram vacinadas 5742 pessoas, entre profissionais de saúde que atuam na linha de frente contra o coronavírus, além de idosos e profissionais de asilos, que fazem parte do grupo prioritário.

Na noite deste domingo, são vacinados profissionais dos hospitais Zona Sul e Evangélico. Na segunda-feira (25), é a vez dos trabalhadores do Hospital Zona Norte.

Escolas continuam fechadas

Na transmissão ao vivo, Belinati engrossou o tom contra mães e donos de escolas particulares que fizeram protestos pela retomada das aulas presenciais e disse que não vai ceder a pedidos de abertura.

“Não esperem de mim demagogia. Foram 11 meses [de pandemia]. E todas as nossas decisões foram baseadas na ciência, na medicina e na epidemiologia com o objetivo de salvar vidas. Não tomarei decisões políticas, como foi feito por aí. O que eu tiver que fazer será feito. Pode criticar.”

Belinati já havia informado que vai contrariar o decreto estadual que autorizou a abertura das escolas particulares e decidiu prorrogar a suspensão das aulas até 28 de fevereiro.