Ciência e saúde

Ministério suspende repasse R$ 700 mil da saúde psiquiátrica em Curitiba

21 nov 2018 às 14:26

O Ministério da Saúde suspendeu, no último dia 14,  o repasse de R$ 690 mil que matinha os serviços de cinco Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Curitiba, administrados pela prefeitura municipal. A portaria 3.659 foi publicada no Diário Oficial da União, assinada pelo ministro da Saúde, Gilberto Ochi. Por meio de nota, a Prefeitura de Curitiba disse que houve um problema na transmissão/recebimento de alguns dados para o Ministério da Saúde, relacionados às residências terapêuticas, e que os serviços não serão afetados.

De acordo com a nota da prefeitura, não houve corte dos recursos. A administração alega que portaria 3659/2018 do Ministério da Saúde prevê um prazo de 6 meses para a regularização de informações no sistema. A nota diz ainda que já está se trabalhando na correção, evitando assim qualquer corte ou prejuízo no futuro.

O presidente da Associação Associação Paranaense de Psiquiatria, Osmar Ratzke, disse que a expectativa é que o problema não afete o atendimento nos CAPS. “Recebi essa informação, mas não dá para saber se o corte foi feito ainda. É um relatório periódico feito o ano todo, então pode estar faltando isso, o que é uma questão burocrática. Agora se isso não for solucionado, afetará o atendimento sem dúvida nenhuma”, disse.

São 12 os CAPS em Curitiba, atendendo pacientes que sofrem de transtorno mental e dependência química. Segundo Ratkze, o atendimento no CAPS é importante, mas muito precisa ser feito na saúde psiquiátrica. “Os CAPS são apenas uma maneira de atender o paciente, um tipo de serviço que pode ser importante para a reabilitação social, mas o que precisamos mais são ambulatórios de psiquiatria e leitos que estão em falta. Infelizmente, existem casos que precisam de internamento e isso está faltando, sem dúvida”, afirmou.

A Prefeitura de Curitiba planejava abrir uma Unidade de Pronto Atendimento Psiquiátrico, onde está instalada a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pinheirinho. Entretanto, com a pressão da população o prefeito Rafael Greca voltou atrás na ideia. “Uma unidade de emergência faz falta em Curitiba, porque este atendimento é necessário. Se não foi possível naquele local, a prefeitura vai acabar fazendo em outro. Isso seria muito bom”, destacou o presidente da associação.

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