Ciência e saúde

Morte por Covid-19: família alega falta de atendimento; HU rebate

03 fev 2021 às 12:53

Sob o sentimento de revolta, a família de um homem de 55 anos morto com Covid-19 alega falta de atendimento por parte do Hospital Universitário de Londrina. Mas o drama não para por ai. Erros no atestado de óbito atrasaram o enterro dele, que só aconteceu na manhã desta quarta-feira (3).

Durante o enterro no cemitério Jardim da Saudade, muita tristeza. José Carlos morreu após sofrer duas paradas cardíacas dentro de uma ambulância do Samu. A família alega que houve negligência, já que o hospital teria se negado a receber o paciente.

Ele estava sendo acompanhado por um enfermeiro com cilindro de oxigênio. Ao passar mal, o Samu foi acionado e ele foi reanimado ainda dentro da ambulância. Depois de ter o encaminhamento supostamente negado para o HU, teve mais uma parada e faleceu.

HU rebate
A reportagem da Tarobá procurou o hospital. Segundo a superintendente do HU, Vivian Feijó, o atendimento não foi negado em nenhum momento. Quando ambulâncias do Samu e Siate chegam na unidade, os pacientes são atendimentos imediatamente.

“O HU de Londrina é um hospital porta aberta para rede de atenção de urgência e emergência. Significa que quando o Siate ou Samu atendem uma urgência, eles tem o poder de decidir para onde eles vão encaminhar o paciente”, disse. “Infelizmente, eu me solidarizo com o falecimento desse senhor, mas esse paciente não deu entrada. Ele veio a falecer no trajeto do encaminhamento”, completou. Assista!

Problema com a Acesf
Mas os problemas continuaram, mesmo com a morte de José Carlos. O corpo só pode ser liberado mais de 24 horas depois da morte. O atestado de óbito precisou ser feito várias vezes, por erro ou falta de informações.

No primeiro momento, constava apenas óbito por parada cardiorrespiratória. A Covid-19 como causa foi acrescentada só no segundo atestado, feito na Acesf. O endereço do local da morte também estava errado e precisou ser corrigido, quando a família já estava fazendo a certidão.

A morte ocorreu por volta das 7h da manhã de terça-feira (2), mas o corpo só chegou ao cemitério Jardim da Saudade às 9h da manhã desta quarta. Como a vítima tinha Covid-19, não houve velório. A Acesf alega que a liberação do corpo só poderia ser feita após a correção