Ciência e saúde

'Os itens que chegaram trazem um fio de esperança', aponta chefe da 17ª Regional

17 jan 2021 às 11:51

A chegada de um caminhão com insumos a Londrina, neste domingo (17), foi apenas o primeiro lote de materiais que devem ser usados na vacinação contra a Covid-19 nas 21 cidades que fazem parte da 17ª Regional de Saúde. mas para maria Lúcia Lopes, chefe da regional, eles representaram uma esperança nesse momento de combate à doença. 

"Todo perdemos muitas coisas durante ano passado de pandemia. Desde o direito de andar sem máscara, respirar livremente, ir e vir, até a perda de pessoas que amamos. Então o significado desses materiais que chegaram é muito diferente de todos os outro que a gente recebe normalmente", aponta.

O caminhão trouxe cerca de 130 mil itens como seringas e agulhas, máscaras de proteção individual, aventais e carteirinhas de vacinação. Nada muito diferente do que o galpão da regional receba normalmente.  Afinal, as 21 cidades concentram uma população que chega a 1 milhão de habitantes. Porém, o número de casos de Covid-19, nesta que pode ser considerada a segunda onda da doença, tem aumentado a cada dia e feito mais vítimas em todas as idades. 

"Os itens que chegaram trazem um um fio de esperança. Toda essa possibilidade de vencermos essa doença tão cruel", diz. 

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As vacinas ainda não tem data para chegar. Neste domingo, a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, se reúne para decidir os pedidos de autorização para uso emergencial de vacinas contra a covid-19. 

O Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira do consórcio Astrazeneca/Oxford, entraram com requerimentos de autorização em caráter emergencial para suas vacinas. 

O Ministério da Saúde afirmou que caso haja aprovação da Anvisa o início da vacinação pode ocorrer até cinco dias depois. A perspectiva apresentada pelos representantes do órgão é de que o processo possa começar no dia 20 ou 21 de janeiro.

"É como se estivéssemos organizando o quarto do bebê e esperando ele chegar. Assim que as doses estiverem na nossa região, começamos as aplicações imediatamente", resume Maria Lucia. 

"Uma das grandes orientações que tem sido dada: não podemos ter perdas. Eventualmente, podem ocorrer perdas técnicas, mas estamos solicitando um cuidado redobrado aos nosso técnicos para que isso não aconteça", finaliza.