A Prefeitura de Londrina promove neste sábado (3) uma ação intensiva de vacinação contra a doença, exclusiva para moradores da zona rural. A medida será voltada a essa comunidade, pois as áreas consideradas de maior risco para contágio de febre amarela silvestre são os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural.
Dessa forma, 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) localizadas nos distritos e patrimônios rurais de Londrina estão abertas, das 8h às 17h, para atendimento exclusivo de vacinação de febre amarela.
As doses serão fornecidas a toda população com idade igual ou superior a 9 meses, que não possuam o comprovante de vacinação e nenhuma contraindicação para receber a vacina. Caso as condições climáticas neste sábado não permitam a visita das equipes da Saúde, as vacinações serão realizadas em outra data.
As UBSs que estarão abertas sábado (3), das 8 às 17 horas, são as seguintes: Guairacá, Guaravera, Irerê, Lerrovile, Maravilha, Paiquerê, Patrimônio Regina, São Luiz, Patrimônio Selva, Três Bocas e Warta.
A UBS de Taquaruna estará aberta das 15 às 16 horas, pois durante todo o dia a equipe fará visitas nas propriedades rurais. Além das UBS da zona rural, a UBS Cafezal também participará desta ação com visitas aos moradores, pois sua área de abrangência inclui quantidade considerável de chácaras.
Números – Embora em Londrina não haja nenhum caso positivo de paciente com febre amarela, o vírus está presente no estado desde o início deste ano. No período de 1º de julho de 2018 a 30 de julho de 2019, o Paraná registrou 17 casos da doença, com 480 notificações, sendo que dentre os casos confirmados houve um óbito, ocorrido em março, no município de Morretes.
Em relação à circulação do vírus pelo país, entre 1º de janeiro de 2019 a 31 de maio, foram confirmados 82 casos da doença, com 14 óbitos por febre amarela. Os estados onde ocorreram casos positivos incluem São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Sobre a doença – A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus, e é transmitida somente pela picada de mosquitos contaminados. Esses insetos que transmitem a forma silvestre da doença são encontrados em áreas silvestres e de mata. Já a febre amarela urbana, que teve seu último registro no país em 1942, pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da dengue.
Os sintomas podem surgir, geralmente, de 3 a 6 dias após a picada, mas esse período pode se estender até 15 dias. O quadro de sintomas da febre amarela incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. Porém, cerca de 15% dos casos apresenta um breve período de melhora, seguido de uma nova fase, com uma versão mais grave da doença.
Como o diagnóstico inclui a confirmação em exames laboratoriais, é preciso que o paciente com suspeita de febre amarela procure atendimento médico nas unidades de saúde. A automedicação pode agravar o quadro, já que determinados medicamentos aumentam o risco de sangramentos.
Atualmente, a melhor forma de prevenir a febre amarela é por meio da vacinação, disponível em todas as UBSs. Apenas uma dose é suficiente para proteger contra a doença, e os efeitos colaterais que ela provoca são considerados leves. Outra recomendação para evitar o contágio é o uso de proteção individual, como roupas de mangas compridas, repelentes e mosqueteiros.
Com N.Com