Ciência e saúde

Verba destinada a quase 70% dos pacientes atendidos pelo Evangélico vai para outras cidades

27 set 2019 às 16:44

Um acordo evitou que o Hospital Evangélico deixasse de atender consultas e cirurgias eletivas pelo SUS. Parte do problema é causada pela demanda excedente de pacientes que vêm de outras cidades, mas a remuneração não vai para entidade. O Ministério Público em Londrina estuda a possibilidade de um consórcio regional para resolver o problema.

A instituição informou que as cirurgias vão ser remarcadas a partir da semana que vem e que ninguém será prejudicado, mas o assunto não se encerrou no MP. A promotora esteve com a direção do Evangélico. Neste encontro, o motivo do hospital ter voltado atrás na decisão foi informado. A prefeitura teria que assumiu parte de uma dívida que gira em torno de R$ 15 milhões, déficit que seria causado pelos atendimentos do Sistema Único de Saúde. 

A direção evangélico relatou que 34% dos atendimentos são de pessoas da região de Londrina e que muitos desses casos não são tão complexos, pacientes poderiam ser tratados em hospitais de outros municípios. Essa situação causa mais um problema: apesar do atendimento ser em Londrina, as verbas ficariam em outras cidades. Promotores de municípios da região vão ser comunicados. A criação de um consórcio intermunicipal foi cogitada.

Reportagem: Heloísa Pedrosa