Ciência e saúde

Verba insuficiente do SUS prejudica funcionamento de hospitais em Londrina

14 jan 2020 às 12:35

Enquanto a demanda de pacientes do SUS cresce nos hospitais de Londrina, a verba repassada pelo governo federal através do município é cada vez mais insuficiente para cobrir os gastos. As instituições tentam minimizar os impactos financeiros, suspendendo cirurgias eletivas, entre outras medidas extremas.

Desde novembro a Santa Casa de Londrina suspendeu as cirurgias eletivas realizadas na instituição, em média eram feitas de 8 a 10 por dia.

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Sorte do seu Jair que em setembro conseguiu passar pelo procedimento. Mas ele que mora em Siqueira Campos ainda precisa operar o joelho, mas não vai ser por agora.

A suspensão das cirurgias foi uma medida adotada como forma de equilibrar as contas do hospital que tem cerca de R$ 10 milhões de reais para receber da prefeitura referentes a 1.926 autorizações de internação que ainda não foram pagas.

É que o contrato com o município prevê 500 autorizações mensais pelo SUS, mas só a Santa Casa realiza, em média, mais de 700. Enquanto isso os pacientes de urgência e emergência não param de chegar. Na última sexta feira, o pronto socorro da unidade, que tem 7 leitos, estava com 33 pacientes.

O problema não é exclusivo da Santa Casa. Segundo o Conselho Municipal de Saúde , estima-se que a divida do município em relação aos SUS com os hospitais filantrópicos de Londrina chegue a R$ 75 milhões, uma dívida que aumenta todos os meses.

Segundo o presidente do Conselho, seria necessário que o governo federal repassasse mais R$ 6 milhões por mês só para cobrir as despesas que o município tem com o SUS. Atualmente a prefeitura recebe R$ 17 milhões, mas esse valor teria que ser revisto mensalmente, já que a demanda também aumenta todos os meses.

(Reportagem: Luciane Miyazaki)