Cotidiano

4º Encontro do NCS Norte do Paraná reforça atuação dos Grupos de Trabalho

29 out 2026 às 16:27

O 4º Encontro do Núcleo de Cooperação Socioambiental (NCS) Norte do Paraná reuniu, no dia 22 de outubro, em Rolândia, representantes de prefeituras, universidades, organizações da sociedade civil e cooperativas para reforçar a atuação dos Grupos de Trabalho (GTs) e planejar ações coletivas para o território. Promovido pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec, o evento foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Rolândia e foi o último encontro de 2026.


A programação incluiu relatos dos projetos de extensão, do Grupo Gestor e do GT Ambiental, além da apresentação de um projeto coletivo e de um mapa de conexões para demonstrar o sistema de ações do Núcleo. À tarde, os participantes fizeram uma oficina sobre teoria da transformação e planejamento estratégico, seguida de um momento de avaliação e celebração no formato café mundial. 


Para a coordenadora do Núcleo, Sami Messias, o principal objetivo do encontro era o engajamento das instituições. “Principalmente que elas realmente entendessem que as movimentações para a melhoria do território são de forma coletiva, e esse movimento tem que ser via GTs”, explica. Segundo ela, os resultados mostraram que o objetivo foi alcançado: “Vamos ter bons encaminhamentos dos GTs, formados com objetivos claros.”

Cultivar: educação ambiental e inclusão

Sami destacou o Programa Cultivar, de Rolândia, que une inclusão social e produção de mudas, tanto alimentícias quanto para reflorestamento. Para ela, a proposta pode ser replicada em outros municípios e regiões. A coordenadora também sugeriu que, no próximo encontro, seja calculada a emissão de carbono gerada pelo evento, para estimular o plantio de árvores que compensem a pegada de carbono.


Mariana Simões Picinin, que apresentou o case do programa, contou como foi a aproximação com a Itaipu. “Foi uma oportunidade ímpar para nós, desde que conseguimos implantar a agrofloresta dentro do Programa Cultivar”, relata. A partir daí, a parceria trouxe um curso de horta, com aulas teóricas, grupos de conversa para troca de experiências e atividades de plantio em campo, além de ferramentas e apostilas.

“Não consigo nem mensurar o tamanho do ganho que tivemos”, afirma. 


Mariana também avaliou o encontro como espaço de construção coletiva. “Muitas vezes a gente encontra o problema do outro, e ele também é o meu. E aquilo que dá certo para o outro pode dar certo para mim”, diz. Sobre o apoio da Itaipu, ela espera que a parceria continue aproximando pessoas e levando mais educação ambiental ao programa.

Mais municípios, mais instituições

Outro ponto celebrado foi a presença de municípios de menor porte. Segundo Sami, Londrina e Arapongas costumam ter participação expressiva, mas desta vez cidades como Centenário do Sul e Rolândia também compareceram em peso. “A gente conseguiu atingir outros públicos”, avalia.


Entre os participantes estava Eduardo Gazzi, representante da APAE de Rolândia, conselheiro da Federação das APAEs do Estado do Paraná (Feapaes-PR) e coordenador regional das APAEs da região de Londrina, que reúne mais de 20 instituições. Ele disse que a expectativa era buscar conhecimento e novas oportunidades. “É realmente captar conhecimento, captar recursos, bons projetos, discutir com outras entidades projetos futuros”, afirma. 


A APAE de Rolândia é parceira da Itaipu há cerca de um ano e foi contemplada em um projeto com um carro elétrico, usado para dar mobilidade à equipe. Segundo Gazzi, a comunicação com a Itaipu “está sendo muito boa”, e a instituição já planeja novos projetos, como a instalação de placas solares. “Estamos buscando grandes parceiros na caminhada com a APAE e captadores de recursos como a Itaipu. Isso nos ajuda a caminhar com novos projetos”, explica.

GTs seguem em atividade entre os encontros

A continuidade dos Grupos de Trabalho foi um dos temas centrais. Adrielly Ganeo, integrante do Grupo Gestor, explica que os GTs não acontecem apenas nos encontros presenciais: eles são fortalecidos e amadurecidos nesses momentos, mas contam também com reuniões periódicas, discussões e processos que os fazem avançar. “A intenção é que não exista paralisação. Os GTs estão ali para que eles venham cada vez mais amadurecendo, consigam caminhar, trazendo cada vez mais projetos e discussões”, afirma.

Sobre o NCS

Os Núcleos de Cooperação Socioambiental têm o objetivo de fortalecer a governança participativa e a sustentabilidade. Ao todo, são 21 núcleos, que abrangem 434 municípios do Paraná e do Sul do Mato Grosso do Sul. O NCS Norte do Paraná integra 22 municípios e uma área com cerca de 1,4 milhão de habitantes.

Próximos passos

Este foi o último encontro de 2026. A agenda de 2027 ainda não está fechada e depende de planejamento, mas as datas serão divulgadas com antecedência. Até lá, os GTs seguem com suas reuniões periódicas.

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