Servidores do Depen participaram nesta quarta-feira (03), em Cascavel, de uma capacitação na operação do aparelho body scan – escaneamento corporal.
O curso reuniu aproximadamente 30 agentes penitenciários do Estado, do Depen Federal e servidores do Serviço Social, que atuam nas unidades prisionais.
A instrução foi organizada por meio de uma parceria da Espen – Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário e do SSE – Setor de Segurança Externa - do Depen Paraná.
A capacitação foi dividida em duas partes: teoria e prática. Na parte teórica, realizada no auditório da Transportadora Pra Frente Brasil, os servidores aprenderam sobre o funcionamento dos novos aparelhos de escaneamento corporal, (adquiridos pelo Depen e disponibilizados nas unidades prisionais do Estado), entenderam sobre as leis que regem o trabalho de revista de visitantes e discutiram a padronização dos trabalhos realizados em situações de flagrantes.
Já no segundo momento, foram realizadas análises de imagens capitadas e arquivadas pelos aparelhos de escaneamento da PEC – Penitenciária Estadual de Cascavel e PIC – Penitenciária Industrial de Cascavel.
“Não adianta ter o aparelho com tecnologia de ponta e não saber como operá-lo. O curso serve para mostrar ao servidor como agir em situações de alteração nas imagens, captadas durante o procedimento de revista das visitantes que adentram a unidade prisional”, explica a instrutora e agente penitenciária, Rafaella Baggio.
Os trabalhos contemplam ainda técnicas de abordagem, em casos de flagrante.
“A primeira abordagem que se faz a uma visitante é a mais importante. Ela deve ser cautelosa, de maneira profissional e é a que vai definir o desenrolar da situação. A tranquilidade ajuda o agente penitenciário resolver o problema”, conta a agente penitenciária e instrutora do curso, Zilser Scherer.
Servidores das unidades de Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cruzeiro do Oeste e Curitiba, já receberam a capacitação que de Cascavel, segue agora para Foz do Iguaçu, Guarapuava e Francisco Beltrão.
Flagrantes
Desde que os novos aparelhos de escaneamento corporal foram instalados, nas unidades prisionais do Paraná, os índices de flagrantes aumentaram.
O equipamento possui tecnologia de última geração que permite constatar se a visita está escondendo algo ilícito nas roupas ou se possui algum invólucro, introduzido nas partes íntimas.
Quando o equipamento detecta a irregularidade a visita é encaminhada à delegacia. Ela é submetida aos rigores da lei e às sanções administrativas, como a proibição de visitar o preso.
Todos os casos de flagrante são julgados nas unidades penais pela CTC - Comissão da Tratamento e Classificação - que avalia a suspensão ou não da carteirinha do visitante.
O trabalho de fiscalização do SSE já é referência no Depen Paraná. O setor controla do acesso do Complexo Penitenciário de Piraquara.
As instrutoras que percorrem o Estado com o curso atuam há 5 anos diretamente com os escâneres corporais.
“A padronização traz tranquilidade e legalidade no trabalho desenvolvido pelos agentes penitenciários, por isso a importância de que todo esse conhecimento possa se estender em todas as unidades do Estado”, finaliza Zilser.