O início do ano letivo está sendo difícil financeiramente para a Unioeste de Cascavel. A universidade continua com bloqueio de verbas do governo do Estado e do governo Federal. Isso prejudica principalmente os atendimentos que são oferecidos para a população nas clínicas da Unioeste.
A Unioeste tem R$ 700 mil na conta, mas não consegue utilizar. Essa é a soma de tudo que foi bloqueado pelo governo federal ao longo de 2018. E não está diferente no início de 2019: 30% dos recursos próprios continuam retidos.
Enquanto a situação não se resolve, é preciso fazer malabarismos para fechar conta, já que também há um contingenciamento de 20% da verba que vem do governo do estado. Isso gera um reflexo negativo direto para as clínicas da Unioeste, onde os acadêmicos praticam o que aprendem e atendem a população gratuitamente.
Um dos principais setores afetados é o ambulatório de odontologia. A demanda é muito alta, são atendidos em média 130 pacientes por dia por meio do Sus. E o bloqueio dessa verba já está limitando alguns procedimentos oferecidos para essa população.
Para acadêmicos como a Ana Carolina Rodrigues da Rosa que está prestes a se formar isso prejudica o aprendizado e compromete o serviço prestado.
A questão da limpeza pelo menos terá um respiro: 11 zeladoras vão ser contratadas no início de março, totalizando 19 profissionais no campus. Ainda não é ideal, já que a Unioeste chegou a ter 27 zeladoras.
Confira a reportagem de Marcele Antonio