Cotidiano

Costelão e cerveja no micro do Crack, é improbidade?

30 set 2019 às 21:31

O prefeito Leonaldo Paranhos (PSC), demorou um pouco, mas tudo indica estar convencido da necessidade de melhor apuração no caso envolvendo servidores da Secretaria Antidrogas, flagrados em possível uso irregular de viatura da pasta. O fato aconteceu sábado (28), no Autódromo de Cascavel, durante evento esportivo particular. Um vídeo feito no local pelo ex-secretário de Esportes,  Wanderley Faust, ligado ao ex-prefeito Edgar Bueno, ambos oposição à atual gestão da prefeitura, mostrou nas redes sociais o micro-ônibus do programa federal Crack,  é Possível Vencer, sendo usado como base para assar costelão, reunião de pessoas confraternizando e, aparentemente, consumindo cerveja à sombra do veículo. 

O presidente do Automóvel Clube, Orlei Silva, disse que atendeu pedido da secretária Rose Vascelai, autorizando o acesso da viatura e seu uso no apoio à venda de cachorro quente, água mineral e refrigerantes. O comércio vem sendo promovido com finalidade de arrecadar dinheiro. A verba é usado em determinadas despesas no trabalho da Secretaria, que já tem orçamento próprio, porém não pode usar naqueles gastos. O dirigente afirma que o combinado deixou de ser cumprido e acha bom tudo ser apurado. O vereador Fernando Hallberg (PDT), defendeu o mesmo na sessão legislativa desta segunda  (30), apontando indícios de improbidade. O líder de governo Romulo Quintino  (PSL) e o vice  Josué Souza (PTC), contestaram e seguiram o raciocínio inicial de Paranhos. 

O chefe do Executivo vê mais exploração política feita por adversários, mais interessados em enxovalhar do que outra coisa. Uma nota da Secretaria de Comunicação atesta o uso correto da viatura, embora diga que o prefeito desautoriza, de agora em diante, a busca de receitas extras e utilização de aparato oficial em agendas semelhantes. Tudo deve ser precedido de cronograma, determina o alcaide. Hallberg pedirá informações do Programa e o uso do micro-ônibus, além da destinação documentada do dinheiro apurado em parcerias não oficiais. No tiroteio das mídias sociais, postagens apontam que o equipamento passou por alterações técnicas desautorizadas e não é o original. Paranhos assegura que o micro não funcionava quando assumiu, em 2017, e estava enferrujando em um barracão. Atualmente, nada está fora de operação, categoriza.

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