Mês que vem vai completar um ano que o bairro Lago Azul foi inserido oficialmente no perímetro urbano de Cascavel. A questão é que, na prática, isso não trouxe muitas mudanças para quem mora lá.
São cerca de 1350 moradores divididos em 270 famílias. Pessoas que passaram muitos anos fora do mapa dos bairros cascavelenses. E mesmo depois de quase um ano dentro do perímetro urbano, essa nova denominação não mudou muita coisa
Asfalto é a principal e mais urgente demanda. Ainda há muitos trechos de terra e onde a pavimentação já passou, a condição da via já está crítica. A secretaria de obras informou que já fez estudos no local, mas ainda não há previsão de obras porque é preciso captar recursos para isso. Ciente de que o asfaltamento só vai sair de maneira gradativa, a comunidade pede que pelo menos uma rua seja priorizada: a Eugenia Kuskla, que passa ao lado de um loteamento particular e que deve ser ligada a rua Lagoa Mangaba para dar mais facilidade de trajeto pelo bairro. Outra preocupação é com o fornecimento de água e tratamento de esgoto.
A Sanepar informou que está elaborando o projeto para implantação de cerca de 20 mil metros de redes e 272 ligações de asfalto. Só que esse projeto precisou ser reformulado e precisa ainda de algumas definições. O valor estimado para garantir esse abastecimento é de 500 mil reais. Já em relação a rede coletora de esgoto, a Sanepar informou que isso deve demorar pelo menos mais cinco anos.
E a falta desses itens básicos de infraestrutura afasta quem quer investir na região. O receio é de que o tempo passe e a história de perímetro urbano continue sendo só uma placa instalada em muro qualquer do bairro.