Além da oportunidade de aprendizado, internos recebem certificação e diminuição da pena, pelo menos 25 presos da PIC –Penitenciária Industrial de Cascavel – estão participando do curso de panificação.
A iniciativa faz parte de um projeto desenvolvido em parceria entre o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e Conselho da Comunidade de Cascavel.
São 200 horas aulas, de segunda a sexta-feira, no período da tarde e que devem durar aproximadamente três meses.
A PIC fornece a estrutura da panificadora existente na unidade, já o Senai entra com os instrutores e o Conselho da Comunidade é o responsável em garantir os insumos para o andamento das atividades.
Entre as disciplinas ofertadas estão teorias e também práticas sobre a panificação, além da formação cidadã dos alunos.
“Eles aprendem questões de higiene e manipulação de alimentos, produção dos mais diversos tipos de pães, pizzas, calzones, massas, pães doces, salgados, bolachas e um pouco de confeitaria”, explica o técnico de ensino do Senai, Claudio Arsênio Fank.
O conteúdo é fornecido aos alunos em uma apostila, que contempla também, diversas receitas elaboradas nas aulas práticas.
Ao final do projeto, todos os participantes recebem certificação com qualificação em auxiliar de serviços de panificação e diminuição da pena, conforme as horas estudadas.
“Um dos principais objetivos do curso é qualificar os apenados para desenvolverem uma profissão. O padeiro pode trabalhar em panificadoras, confeitarias, pizzarias, moinhos, supermercados, restaurantes, na indústria alimentícia fabricante de massas diversas”, explica o diretor da PIC, Leonardo Henrique Bregoli Dondoni.
Projeto constante
Esta não é a primeira vez que o curso é ofertado aos internos da PIC. Outras turmas já foram formadas na unidade.
A atual estrutura da panificadora conta com equipamentos de ponta, suficientes para uma produção diária de mil pães.
Além de atender a demanda interna, os pães produzidos pelos presos, que trabalham na panificadora, são disponibilizados a hospitais da cidade, entidades, setores públicos e da segurança.
“É uma forma de oportunizar ao interno, mais que o aprendizado de um ofício, mas uma maneira dele servir à comunidade, reparando qualquer erro que tenha cometido no passado, visando também, uma qualificação para quando finalizar o cumprimento da pena e retornar à sociedade”, explica o coordenador regional do Depen, Thiago Correia.
Para um dos presos que integra o projeto e já trabalha na panificadora da PIC, o curso é a oportunidade de mudança.
“Quando temos disponível todo esse conhecimento e aprendemos a prática, temos de volta a capacidade de sonhar, de planejar. Já penso em sair daqui e montar minha própria empresa na área”, finaliza.