O Provopar terá que devolver mais de R$ 1,2 milhão aos cofres do município. A medida está num relatório da controladoria da prefeitura que detectou irregularidades em convênios da instituição entre 2015 e 2017.
Prefeitura e Provopar não tem qualquer vínculo desde agosto do ano passado. Os contratos foram rompidos depois que a Controladoria Geral do município identificou uso incorreto de recursos públicos.
Cinco deles valeram entre 2015 e 2017 com aplicação de R$ 14 milhões pela prefeitura para atendimento de pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. De acordo com a Controladoria Geral do município, cerca de R$ 1,25 milhão foram aplicados de forma incorreta ou nem chegaram a ser usados, valor que agora a instituição precisa devolver.
O município deu prazo até 15 de maio, próxima quarta-feira, para que o Provopar se manifeste sobre o pagamento ou não do valor pedido. Existe a possibilidade de parcelamento, mas a Instituição já adiantou que não vai conseguir entregar nem um real.
O financeiro apertou desde que outros dois contratos foram rompidos em agosto do ano passado. Eram os últimos com o município que valeram apenas em 2018. Agora, segundo o presidente do Provopar, a Instituição depende de doações e voluntários. Com o dinheiro que entra já pagam R$ 980 reais por mês referentes a outros problemas com a prefeitura.
A Controladoria Geral do município espera a resposta oficial do Provopar para levar o caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além disso, pretende acionar o Ministério Público. Os dois contratos encerrados no ano passado ainda passam por análise.
(Reportagem: Kathulin Tanan)