Um cidadão russo procurado pelas autoridades de seu país por suspeita de fraude foi preso pela Polícia Federal em Florianópolis.
O que aconteceu
O homem é investigado por suposto envolvimento em uma fraude praticada no contexto de uma organização criminosa. A PF não detalhou como funcionava o esquema nem informou o prejuízo atribuído ao grupo.
O russo era alvo de uma Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para compartilhar com autoridades de outros países informações sobre pessoas procuradas internacionalmente.
A prisão preventiva para o processo de extradição foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Após diligências para localizar o investigado, agentes da PF realizaram a prisão na capital catarinense.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional de Santa Catarina. Ele ficará à disposição da Justiça brasileira enquanto aguarda o andamento do processo de extradição.
A identidade do investigado não foi divulgada. A PF também não informou quando ele chegou ao Brasil, onde ocorreu a prisão nem se houve apreensão de dinheiro, documentos ou equipamentos.
O que é uma Difusão Vermelha
A Difusão Vermelha é um pedido de cooperação enviado por um país a todos ou a parte dos integrantes da Interpol. O alerta pode solicitar a localização, a detenção ou a restrição dos movimentos de uma pessoa condenada ou acusada de um crime.
O mecanismo é diferente de uma Notificação Vermelha. A difusão é encaminhada diretamente pelo escritório nacional da Interpol no país interessado, enquanto a notificação é publicada pela Secretaria-Geral da organização após o pedido de um integrante.
O alerta não equivale a um mandado internacional de prisão. Cada país decide, conforme sua própria legislação, se pode prender a pessoa procurada. No caso do russo detido em Florianópolis, a prisão foi autorizada pelo STF.
Os pedidos passam por uma análise de conformidade da Interpol. A organização afirma que não admite difusões relacionadas a questões de natureza política, militar, religiosa ou racial.