Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Associação pede inclusão de sites dos EUA em lista de pirataria

Entidade diz que plataformas do país não aparecem desde 2020
19 jul 2025 às 11:56
Por: Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Associação Americana de Vestuário e Calçados (Aafa) pediu ao representante de comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que inclua na chamada Lista de Mercados Notórios (NML) as plataformas de comércio eletrônico do próprio país que facilitem a venda de produtos piratas ou contrabandeados.


Em um ofício enviado a Greer nesta quinta-feira (17), a Aafa aponta a necessidade do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) incluir também as plataformas nacionais em sua lista anual de países e sites que, supostamente, se beneficiam da venda de produtos piratas

“Pedimos que você [Greer] fortaleça o processo anual da Lista de Mercados Notórios (NML) – a revisão anual do USTR que identifica plataformas que "se envolvem, facilitam, fazem vista grossa ou se beneficiam de pirataria ou falsificação substancial" – para incluir qualquer plataforma desse tipo, independentemente de onde ela esteja sediada”, solicita a entidade.


A organização informa representar mais de 1,1 mil fabricantes – incluindo algumas marcas de alcance global e que, juntas, movimentam mais de US$ 520 bilhões em vendas anuais.


De acordo com a Aafa, desde que foi criada, em 2006, a Lista de Mercados Notórios da USTR foca em mercados físicos e sites de comércio eletrônico estrangeiros.

Outras notícias

Ovos de Páscoa sobem 26% e consumidores buscam alternativas para economizar

Petrobras diz que está entregando todo o combustível produzido

Ministro cobra governadores por ICMS e ironiza: "Sumiram os bonés do MAGA"


E ainda que, em 2019, durante o primeiro governo do atual presidente Donald Trump, “um novo caminho” tenha sido aberto, com a inclusão de domínios que a estadunidense Amazon opera em outros países, desde 2020 a lista não menciona qualquer plataforma com sede nos EUA associada “a falsificações amplamente disponíveis”.


“Isto é inaceitável por várias razões”, sustenta a Aafa, apontando que algumas plataformas com sede nos EUA que escapam ao escrutínio do USTR gozam de grande prestígio junto aos consumidores.


“Essa falta de atenção relaxa a pressão sobre essas plataformas para se tornarem melhores em impedir e remover falsificações”, critica a associação comercial, sugerindo que haveria uma omissão do escritório quanto à atuação dessas empresas e reforça a avaliação de que “a atuação do USTR está voltada exclusivamente às atividades estrangeiras”, ainda que “falsificadores não conheçam” fronteiras e que, desde 2020, “os problemas associados à falsificação online tenham piorado muito”.


“Se os Estados Unidos não definirem um padrão de responsabilidade para as plataformas domésticas, outros o farão”, conclui a Aafa.

Brasil

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos é uma agência federal que integra o gabinete executivo da presidência dos EUA.


Responsável pelo desenvolvimento e coordenação da política de comércio internacional estadunidense, o USTR tornou público, nesta quinta-feira (16), que instaurou uma investigação para apurar supostas práticas comerciais do Brasil que possam “prejudicar empresas, trabalhadores, agricultores e inovações tecnológicas” dos EUA.


Segundo o próprio Jamieson Greer, a investigação foi solicitada pelo presidente Donald Trump, que ameaçou sobretaxar em 50% as importações brasileiras a partir de 1º de agosto, alegando, entre outras coisas, que o Brasil não respeita os direitos de propriedade intelectual, prejudicando os trabalhadores e os produtores dos Estados Unidos.


Na mais recente Lista de Mercados Notórios divulgada, alusiva a 2024, o USTR cita o Brasil. Mais especificamente, a Rua 25 de Março – via do centro da cidade de São Paulo famosa pela concentração de lojas e bancas de comércio popular e, também, pela disponibilidade de produtos falsificados e contrabandeados.


“Os mercados da Rua 25 de Março continuam sendo notórios pela venda de produtos falsificados e piratas, bem como por conterem armazéns que estocam esses produtos”, afirmam os autores do relatório do USTR.


“Detentores de direitos de marcas e autorais observam que essa área é um dos maiores mercados de falsificação no atacado e varejo do Brasil e da América Latina, com mais de mil lojas vendendo bens falsificados de todos os tipos […] e que os mercados da Rua 25 de Março contêm instalações para distribuir produtos falsificados e piratas por toda São Paulo e outras partes do Brasil”, acrescentam os autores, concluindo que, “apesar de algumas ações de fiscalização, os responsáveis pelo comércio de bens ilegais não foram responsabilizados”.


Após o anúncio da investigação, lojistas da 25 de Março divulgaram nota em que afirmam que o comércio de produtos piratas ocorre de forma pontual no local e é continuamente fiscalizado e combatido pelos órgãos públicos competentes. Os comerciantes da região destacaram ainda que o local é um dos maiores polos comerciais do país, reunindo mais de 3 mil estabelecimentos formais, “que geram empregos, pagam impostos e oferecem produtos de qualidade para consumidores de todas as regiões do Brasil”.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Começam a vigorar novas regras para frete no Brasil

Economia
Imagem de destaque

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

Economia

Acaba nesta sexta prazo para pedir devolução de descontos do INSS

Economia

Receita antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

Mais Lidas

Cidade

Mulher de 28 anos é morta a tiros após confusão em Cascavel

Cidade
Londrina e região

Ex-assessora relata ameaças após denúncia de "rachadinha" em Londrina

Cidade
Cascavel e região

Prefeitura decreta novo regulamento para emissão de atestados médicos em toda a rede pública de saúde

Cidade
Cascavel e região

Câmera mostra momento dos disparos que mataram mulher no bairro Interlagos, em Cascavel

Cidade
Londrina e região

Londrina deve enterrar um problemão; em janeiro de 2026 foram registrados 78 casos de furtos à fiação

Podcasts

Podcast PodFala com a Tai | EP 11 | Do Acaso ao Sucesso Musical | João Felipe e Murillo

Podcast PodGuest | EP 21 | Espiritualidade e Terapia Holística | Marcia Bernardes

Podcast Arte do Sabor | EP 16 | Azeite na formação do paladar

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.