A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que o dobro do resultado obtido no mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 3,14 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações, que chegaram a US$ 34,42 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual. As importações somaram US$ 26,68 bilhões, recuo de 2,4%. Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 61,09 bilhões, maior valor para um mês de setembro.
Petróleo e soja impulsionam exportações
A indústria extrativa apresentou o maior crescimento entre os setores exportadores, com US$ 9,44 bilhões em vendas externas, alta de 39,8%. O avanço foi seguido pela indústria de transformação, com US$ 17,67 bilhões, e pela agropecuária, que movimentou US$ 7 bilhões.
Entre os produtos que contribuíram para o desempenho estão o petróleo bruto, o minério de cobre, os farelos de soja, os combustíveis e a soja. As exportações de petróleo cresceram 77,3% em relação a setembro do ano passado, enquanto as vendas de minério de cobre avançaram 74,2%.
Resultado acumulado
De janeiro a setembro, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 62,4 bilhões. As exportações somaram US$ 264,65 bilhões, crescimento de 10,4%, enquanto as importações chegaram a US$ 222,26 bilhões, alta de 5%.
Apesar do desempenho, o Mdic reduziu a projeção para o saldo comercial de 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. A estimativa para as exportações passou de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, enquanto a previsão para as importações caiu de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.