Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

BC fecha cerco a contas-bolsão e regulamenta serviços bancários

Instituições serão responsáveis por operações bancárias terceirizadas
29 nov 2025 às 10:54
Por: Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Banco Central (BC) deu um novo passo nesta sexta-feira (28) para restringir o uso das chamadas contas-bolsão, instrumento que reúne recursos de vários usuários em uma única conta, sem identificação individualizada dos titulares.


Comum em plataformas de comércio eletrônico, o instrumento passou a ser usado por organizações criminosas para ocultar operações financeiras e lavar dinheiro.


Ao regulamentar a terceirização de serviços bancários no modelo Banking as a Service (BaaS), o BC deixou explícito que contas abertas, mantidas ou encerradas por meio desse sistema devem ter a titularidade individualizada e podem ser movimentadas apenas pelos próprios clientes finais.


A prática de conta-bolsão, segundo o órgão, nunca foi permitida.


Outras notícias

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses

Produção de veículos cresce 2,4% em abril, diz Anfavea

Poupança tem retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril

“Do nosso ponto de vista, conta-bolsão é uma prática irregular. Agora, estamos deixando claro que cada conta precisa ter seu titular identificado e ser movimentada somente por essa pessoa”, afirmou o diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan.


A medida reforça determinação publicada no início do mês, que obrigou instituições financeiras a encerrar contas irregulares com características de bolsão.


A regulamentação do BaaS entra em vigor imediatamente, mas contratos já existentes poderão ser adequados até 31 de dezembro de 2026. Aprovada na quinta-feira (27) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a Resolução Conjunta 16/2025 só foi explicada nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central.


Crime organizado

Nos últimos meses, investigações federais revelaram o uso desse tipo de conta por facções criminosas. Operações como Carbono Oculto e Poço de Lobato mostraram esquemas que utilizavam fintechs, fundos de investimento e contas concentradoras para mascarar transações e movimentar recursos ilícitos.

De acordo com Vivan, a regulamentação de BaaS estava em análise há meses, mas ganhou peso diante do risco crescente.


“A norma aumenta a transparência e melhora a segurança do sistema financeiro”, disse.


Nem sempre, as contas-bolsão eram usadas para fins ilegais. Plataformas de comércio eletrônico usavam contas-bolsão em seu nome para recolher o dinheiro dos clientes, repassando os recursos posteriormente às lojas ou às pessoas físicas vendedoras das mercadorias.


Responsabilidades reforçadas


O novo marco regulatório também esclarece as responsabilidades das instituições envolvidas no modelo BaaS. Esse sistema permite que empresas não financeiras ofereçam serviços como contas digitais, meios de pagamento e crédito aos seus clientes por meio da infraestrutura de um banco ou de uma instituição de pagamento.


A partir da norma, a responsabilidade final pelas operações permanece sempre com a instituição autorizada pelo BC, mesmo quando serviços forem totalmente terceirizados. “Você pode delegar serviços, mas não a responsabilidade”, enfatizou Vivan.


A nova regulamentação inclui procedimentos de “conheça seu cliente”, prevenção à lavagem de dinheiro e comunicações obrigatórias ao regulador. As regras abrangem ainda governança corporativa, gerenciamento de riscos, controles internos, requisitos de segurança, conduta e transparência das informações.


Prestador único


O BC determinou que uma empresa só pode contratar contas via BaaS com uma única instituição financeira por tipo de conta. Assim, uma companhia poderá ter um banco para conta de depósito e uma instituição de pagamento para conta de pagamento, mas não dois prestadores para a mesma modalidade.


Além das contas, o regulamento abrange serviços como Pix, débito em conta, boletos e concessão de crédito. Ficam de fora, por ora, serviços de eFX (pagamentos e transferências internacionais), subcredenciamento (participante do arranjo de pagamento que habilita estabelecimentos comerciais para a aceitação de instrumento de pagamento emitido por instituição de pagamento ou por instituição financeira) e iniciadores de transação de pagamento (ITPs), que serão discutidos futuramente.


Transparência


A norma exige que clientes saibam claramente qual instituição financeira está por trás dos serviços oferecidos. Dados sobre as operações deverão estar disponíveis ao BC e a órgãos legalmente autorizados.

Segundo o regulador, o objetivo é aumentar a segurança para clientes e instituições e reduzir a insegurança jurídica, sem comprometer a inovação do setor.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março

Economia
Imagem de destaque

Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril

Economia

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul

Economia

Leilão de energia térmica pode elevar conta de luz em 10%; entenda

Mais Lidas

Cidade
Cascavel e região

Jovem vítima de grave acidente em Cascavel morre no HUOP

Cidade
Londrina e região

Paciente com suspeita de hantavirose é atendida em Londrina

Cidade
Londrina e região

Pais vão sepultar filha e descobrem que ossada da irmã sumiu

Cidade
Londrina e região

Shoppings de Londrina fecham no domingo de Dia das Mães

Cidade
Londrina e região

Mulher de 50 anos é presa com mais de 350 kg de maconha

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 76 | Inovação, Marketing e Franquias | Jp Albuquerque

Podcast Fala Advocacia| EP 12 |Saúde Mental Materna e os Direitos das Mulheres

Angélica Duarti Talks | EP 6 | Ciência e Estética do Sorriso | Angélica Venâncio

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.