A Petrobras confirmou a identificação de indícios de petróleo no poço de Morpho, localizado nas águas ultraprofundas da bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. O anúncio ocorreu dez meses após o início das operações de perfuração no bloco FZA-M-59 e renovou o otimismo do mercado financeiro e da petroleira para a exploração da Margem Equatorial.
Apesar de a produção comercial na região poder levar entre seis e sete anos para ser efetivada, a estatal avalia que o potencial da área pode garantir até 40 anos de produção contínua. As amostras recolhidas foram enviadas para avaliação no Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), que determinará a qualidade e a viabilidade comercial do hidrocarboneto encontrado.
A Margem Equatorial é considerada vital para a estratégia de longo prazo da companhia, visando à reposição de reservas diante do pico de produção previsto para a camada pré-sal na próxima década. O plano de negócios da empresa para o período de 2026 a 2030 destina US$ 2,5 bilhões para a região, com a previsão de perfuração de 15 novos poços.
Para dar continuidade aos trabalhos, a Petrobras aguarda a liberação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para a perfuração de mais três poços na área. Especialistas do setor destacam que a celeridade no licenciamento ambiental será determinante para confirmar a dimensão dos reservatórios e atrair novos investimentos privados para os leilões de concessão promovidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).