A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), mostra que o percentual de famílias endividadas no Paraná ficou em 89,4% em setembro, praticamente o mesmo percentual observado em agosto (89,1%). Em relação a setembro do ano passado, a parcela de famílias com dívidas também se manteve estável (89,6%).
O percentual de famílias com contas em atraso baixou de 29,5% em agosto para 27,5% em setembro e o Paraná figura na 12ª posição nacional neste aspecto. A média nacional de endividamento ficou em 60,7% em setembro.
O Paraná figura entre os estados com maior número de endividados do país. No entanto uma outra situação favorável no Estado dá condições a que os paranaenses continuem se endividando. É que no Paraná há um maior número de pessoas inseridas no mercado formal de trabalho. A certeza de um salário ou renda no fim do mês motiva o consumidor a comprar mais, principalmente de forma parcelada, segundo a pesquisa divulgada pela Fecomércio.
Para Altemir Farinhas, especialista em finanças pessoais, ainda falta às famílias paranaenses e brasileiras educação financeira. Segundo o especialista a facilidade de acesso a crédito, cheque especial e cartões de crédito, facilita ainda mais o endividamento.
De acordo com os resultados da pesquisa, o cartão de crédito continua sendo o principal motivo de endividamento dos consumidores paranaenses, com 70% de utilização no mês de setembro. Em comparação com o mês de agosto, houve redução quando o cartão de crédito foi mencionado por 74,3% dos endividados.
Segundo Altemir Farinhas o principal motivo para o registro maior de endividamento com cartão de crédito se deve a facilidade em obter o crédito, mas também porque muitas pessoas têm mais de um cartão.
Outro fator segundo o consultor em educação financeira é comportamental, e se refere diretamente a despreparo, status e facilidade.
O especialista em finanças pessoais orienta que com a chegada do fim do ano e pagamento do 13º salário é o momento para o planejamento. Altemir Farinhas destaca que o planejamento não é tarefa fácil, mas que o consumidor deve ter persistência.
A proporção de endividados é bastante parecida entre as faixas de renda analisadas pela pesquisa da CNC e divulgada pela Fecomércio. Entre as famílias com rendimentos até dez salários mínimos, 89,2% possuem algum tipo de dívida, enquanto nas famílias com renda superior a esse patamar o endividamento atinge 90,6%.
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