O governo federal anunciou o encerramento do subsídio temporário de R$ 0,35 por litro de diesel, medida originalmente adotada para conter a escalada de preços decorrente do conflito no Irã. Com a recente queda nas cotações internacionais do petróleo, o governo prevê agora descontos de R$ 0,35 no diesel, além de reduções estimadas em R$ 0,44 na gasolina e até R$ 1,12 em outros derivados, com novos cortes graduais sob análise.
Apesar do anúncio oficial, a percepção de especialistas é de que o impacto para o consumidor final pode ser limitado ou inexistente. Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, aponta que a redução do preço nas refinarias pela Petrobras não garante repasse imediato ao consumidor.
Neutralidade da política: Segundo Pires, a retirada do subsídio torna a política neutra na prática, uma vez que, quando o subsídio foi implementado, o benefício não foi integralmente repassado aos postos.
Defasagem de mercado: O especialista ressalta que, mesmo com os ajustes, a Petrobras mantém preços defasados em relação ao mercado internacional. De acordo com sua análise, uma política baseada estritamente em tendências globais exigiria, na verdade, aumentos nos preços, algo que ele considera improvável devido ao calendário eleitoral.