Economia

Gasolina sobe 1,6% no início de 2026 e chega a R$ 6,41 o litro

20 jan 2026 às 18:07

O preço médio da gasolina no Brasil iniciou 2026 em alta, registrando um avanço de 1,6% na comparação entre a última semana de dezembro e a segunda semana de janeiro. O valor do litro saltou de R$ 6,31 para R$ 6,41, conforme dados do Monitor de Preço de Combustível, estudo realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).


O levantamento aponta que o movimento de subida foi disseminado por todo o território nacional. O principal fator para essa variação foi o reajuste das alíquotas do ICMS, que entraram em vigor logo no primeiro dia do ano.


Impacto do ICMS nos postos

Desde 1º de janeiro, a alíquota específica do imposto estadual sobre a gasolina subiu de forma expressiva. O valor passou para R$ 1,57 por litro, o que representa um aumento de 6,8%. O diesel também sofreu pressão tributária, com as alíquotas elevadas de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro — um avanço de 4,4%.

Segundo a Veloe, essa mudança tributária reflete diretamente no valor final pago pelo consumidor nas bombas, interrompendo períodos de maior estabilidade nos preços.


Estados com as maiores altas

O Rio Grande do Norte registrou os maiores índices de aumento no País em todos os tipos de combustíveis analisados. No caso da gasolina, a alta no estado foi de 9,9% (acréscimo de R$ 0,59). Na sequência, aparecem Amapá, com avanço de 4,3% (+R$ 0,26), e Santa Catarina, com elevação de 3% (+R$ 0,19).

No mercado do diesel S-10, o preço médio nacional subiu R$ 0,03 (+0,53%). Novamente, o Rio Grande do Norte liderou o ranking com alta de 5,8%, seguido por Amapá (5,2%) e Roraima (3,3%).

Cenário do etanol

Mesmo sem sofrer o reajuste direto no ICMS no início deste ano, o etanol também encareceu para o motorista brasileiro por questões sazonais. A média nacional teve um acréscimo de 2%, ou R$ 0,09 por litro.

Mais uma vez, o mercado potiguar apresentou a variação mais brusca: o preço do etanol no Rio Grande do Norte disparou 18,7%, o que significa um aumento de R$ 0,86 por litro. Pernambuco (+8,5%) e Tocantins (+6,6%) completam a lista de estados com as maiores altas para o derivado da cana-de-açúcar.