Economia

Governo aumenta imposto de importação para 1.700 itens

25 fev 2026 às 15:18

O governo brasileiro oficializou o aumento do imposto de importação para cerca de 1.700 produtos, em uma estratégia que visa fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência externa. A medida atinge itens de alto consumo, como smartphones, além de bens de capital e equipamentos hospitalares. A nova tributação já está em vigor para parte da lista e será aplicada aos demais itens a partir de março.


A elevação da carga tributária é significativa em setores estratégicos. No caso dos smartphones, a taxa para importação subiu para 20%, praticamente o dobro da alíquota anterior. O mesmo índice de 20% passa a ser aplicado na importação de freezers, que antes eram tributados em 12%. 


A lista inclui ainda máquinas agrícolas, equipamentos industriais, aparelhos para exames de imagem, máquinas de impressão e cartuchos de tinta.

Impacto no consumo e justificativa econômica

A medida mira especialmente mercadorias provenientes dos Estados Unidos e da China. Segundo Michel Platini, presidente da Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP), o impacto para o cidadão deve ser sentido rapidamente. Ele afirma que o preço pago pelo consumidor hoje não será o mesmo amanhã, uma vez que o repasse do custo adicional pelos importadores tende a ser imediato.


Pelo lado do governo, o Ministério da Fazenda justifica que a decisão se baseia no crescimento desproporcional das importações nos últimos quatro anos. Desde 2022, a entrada desses itens no país registrou uma alta de 33%. Somente no ano passado, a importação de máquinas subiu 12%, o que acendeu um alerta sobre a competitividade da produção local.

Estímulo à produção nacional

A intenção central da nova política tarifária é estimular a substituição de produtos importados por similares fabricados em solo brasileiro. Ao encarecer o concorrente estrangeiro, o governo busca preservar uma cadeia produtiva que sustenta cerca de 1,5 milhão de empregos diretos. Representantes da indústria nacional apoiam a medida, argumentando que ela combate formas artificiais de competitividade, especialmente de produtos chineses que entram no mercado brasileiro com preços subsidiados.


É importante destacar que o aumento do imposto não se aplica a mercadorias originárias de países com os quais o Brasil possui acordos comerciais vigentes, como os parceiros do Mercosul e as nações da União Europeia.

Veja Também