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Governo zera tributos da gasolina e amplia subsídios ao diesel

Medidas incluem desoneração de tributos federais sobre a gasolina e aumento dos subsídios ao etanol e ao diesel importado
10 out 2026 às 13:30
Por: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

A equipe econômica anunciou nesta sexta-feira (9) a ampliação da desoneração de tributos federais sobre a gasolina e o aumento dos subsídios ao etanol e ao diesel importado.


As medidas ocorrem a 16 dias do segundo turno das eleições e envolvem custos estimados em R$ 5,2 bilhões em 30 dias.


Com a decisão, a redução tributária sobre a gasolina passa de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, com alíquotas zeradas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis. A medida vale por 30 dias, com possibilidade de revisão ou prorrogação.


Além da gasolina, o pacote prevê a manutenção de benefícios ao etanol hidratado e o reforço da subvenção ao diesel importado.


Confira as principais mudanças:

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  • Gasolina: redução tributária de R$ 0,89 por litro, com custo estimado em R$ 2,4 bilhões por mês;

  • Etanol: manutenção da desoneração de R$ 0,19 por litro;

  • Produtores de etanol: subsídio ampliado de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro;

  • Diesel importado: subvenção adicional de R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 já previstos.


O impacto estimado das medidas para a gasolina e o etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026. Já o reforço da subvenção ao diesel importado custará cerca de R$ 1,6 bilhão no período de 30 dias.


Paralelamente, o governo abriu um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, por meio da Medida Provisória 1.395, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.


Os recursos serão destinados a programas de subvenção econômica à produção e à importação de combustíveis.


Do total, R$ 6,17 bilhões serão destinados ao diesel de uso rodoviário, enquanto R$ 1,35 bilhão financiará ações relacionadas a outros derivados de petróleo. Segundo as informações divulgadas, os recursos cobrem os subsídios atuais.


Petróleo em alta

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou as medidas pela continuidade da alta internacional do petróleo e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis.


“Por essa razão, então, nós estamos zerando a tributação federal, PIS/Cofins e Cide sobre gasolina pelo período de um mês para que a gente possa reavaliar as condições.”


Segundo o ministro, o barril de petróleo do tipo Brent ultrapassou US$ 100, ante aproximadamente US$ 70 antes do conflito. As margens internacionais de refino também registraram alta, pressionando os preços dos derivados.


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende utilizar o aumento da arrecadação com as receitas petrolíferas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre a população.


“Estamos reforçando a linha de usar os recursos que a gente tem percebido de aumento de arrecadação para proteger a população brasileira”, declarou Durigan.


Compensação fiscal

Segundo o Ministério do Planejamento, as renúncias fiscais relacionadas à gasolina e ao etanol serão compensadas com receitas extraordinárias de petróleo da União, com o objetivo de garantir a neutralidade fiscal.


Em nota, a pasta informou que as medidas são temporárias, valem apenas para 2026 e poderão ser revistas conforme a conjuntura econômica e a disponibilidade orçamentária e financeira.


O crédito extraordinário será destinado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por ações relacionadas às subvenções econômicas previstas nas medidas provisórias editadas neste ano.

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