Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia

Guedes diz que governo quebrou em todos níveis: federal, estadual e municipal

30 abr 2020 às 13:10
Por: Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que o governo federal quebrou nos últimos anos, impossibilitando a continuidade de investimentos públicos. Por isso, mais uma vez ele destacou a importância dos investimentos privados para a retomada da economia após a crise.

"Como carimbamos todo o dinheiro (do orçamento), o investimento público foi amassado, e caiu para 1% do PIB. Mesmo se eu dobrar o investimento público não vou conseguir fazer o País crescer. A verdade dura é que o governo brasileiro quebrou em todos os níveis, federal, estadual e municipal", afirmou Guedes, em audiência pública da Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas relacionadas ao novo coronavírus.

O ministro da Economia disse também que a crise da Saúde não pode ser uma desculpa para haver transferências de recursos da União para Estados e municípios aumentarem gastos em outras áreas. "Quando começou a crise, aprovamos imediatamente R$ 90 bilhões em transferências para os governos regionais, mas depois os governadores pediram R$ 220 bilhões, segundo as contas do Tesouro.

Os governadores transformaram a crise da saúde em outra coisa, não pude concordar e pedi ajuda ao Senado", afirmou, em audiência pública da Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas relacionadas ao novo coronavírus.

O ministro lembrou que o projeto negociado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prevê transferências de R$ 120 bilhões a R$ 130 bilhões para governos estaduais e prefeituras, com a contrapartida de não haver reajuste dos salários dos servidores por 18 meses. "A transferência de recursos para Estados não pode virar aumento de salário", enfatizou.

Outras notícias

Receita recebeu mais de 11 milhões de declarações de Imposto de Renda

Bolsa interrompe sequência de 11 altas e cai 0,46%

Vendas do varejo avançam 0,6% e atingem novo recorde em fevereiro

Guedes voltou a defender a aprovação da PEC do Pacto Federativo que transfere uma maior parte da arrecadação federal para Estados e municípios. "Se o novo pacto já estivesse me vigor, os governos regionais teriam tido muito mais condições de enfrentar a crise com rapidez", completou.

Ao elencar as medidas já tomadas pelo governo, o ministro disse que o conjunto de ações pode representar entre 7% e 8% do PIB neste ano. "O déficit nominal pode chegar a 15% do PIB em 2020, é algo nunca visto. Por isso não pode haver uso de recursos que não sejam relacionados ao coronavírus, seria covardia. Se alguém aproveitar de crise para fazer política, ao invés de cuidar da Saúde, seria traição a povo brasileiro", acrescentou.

Guedes disse ainda que já acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e pediu ajuda ao próprio Congresso para monitorar os gastos dos governos regionais durante a crise.

Empurrão

O ministro da Economia voltou a defender a aprovação de reformas pelo Congresso Nacional após a crise, mas garantiu que o governo federal também atuará pela retomada da economia. "Mas independentemente das reformas, o governo dará um empurrão na economia na saída da crise. Estávamos crescendo a 2,4% quando fomos atingidos pela pandemia", afirmou.

Questionado se o governo pode estender o auxílio emergencial por mais três meses, Guedes lembrou que uma ajuda por mais tempo não adiantaria se a economia não voltar a funcionar. "Seria uma situação como a da Venezuela, com as pessoas com dinheiro no bolso e sem produtos nas prateleiras para comprarem, com impacto na inflação", respondeu.

Reservas

Guedes voltou a destacar a possibilidade de venda de reservas internacionais pelo Banco Central para o abatimento da dívida pública. "Vendemos US$ 30 bilhões de reservas ano passado. Embora o ministro da Economia não deve falar sobre isso, a verdade é que temos discretamente vendido reservas", admitiu.

Emissão de moeda

Questionado por parlamentares sobre a possibilidade de emissão de moeda para combater a crise da covid-19, o ministro da Economia respondeu que "sim". "Bom economista não tem que ter dogma, é muito fácil fazer inversão de marcha. Se cairmos em uma armadilha de liquidez, em um cenário de inflação zero, o Banco Central pode sim emitir muita moeda e comprar dívida interna. Pode monetizar a dívida, sem gerar impacto inflacionário", respondeu.

Em entrevista a uma rádio na quarta-feira, o ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva voltou a defender a impressão de moeda para que as pessoas possam ficar em casa durante a pandemia. Para o petista, a medida não traria risco à inflação pela falta de demanda na economia.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Abono salarial começa a ser pago para nascidos em março e abril

Economia
Imagem de destaque

Plano Nacional prevê 10% do PIB para educação; veja outras metas

Economia

FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

Economia

Setor de serviços e turismo do Paraná crescem acima da média nacional nos últimos 12 meses

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Engenheiro da Prefeitura de Ibiporã morre em batida frontal na BR-369

Paraná
Paraná

Estudante de medicina dispara contra paciente em hospital, rouba carro e termina preso pela polícia

Cidade
Londrina e região

Justiça após 36 anos: Assassino de Fernanda Estruzani é preso no Paraguai

Brasil e mundo
Brasil

Homem mata a mãe, decepa dedo para fazer pix e é preso durante o velório

Cidade
Londrina e região

Operação policial fecha pontos de tráfico e prende três pessoas em Londrina

Podcasts

Podcast Corta Pra Elas | EP 7 | O Estilo da Boiadeira | Maria Augusta Santana

Podcast Café com Edu Granado | EP 69 | Café com TEA #3 | Maternidade Atípica: Fé e Cuidado

Podcast Tá no Pod | Expo Londrina 2026 | Expo Londrina 2026: Inovação e Gestão

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.