O preço dos alimentos pressionou a inflação oficial de abril, que fechou em 0,67%. O resultado mostra desaceleração em relação ao mês anterior, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha marcado 0,88%.
Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, dentro da meta do governo, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%. No acumulado de um ano terminado em março, o patamar era de 4,14%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA de abril veio abaixo da estimativa do mercado, que previa 0,69% no último Relatório Focus.
Comportamento dos Preços por Grupos
Veja a variação média dos nove grupos pesquisados em abril:
Alimentação e bebidas: 1,34%
Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
Artigos de residência: 0,65%
Habitação: 0,63%
Comunicação: 0,57%
Vestuário: 0,52%
Despesas pessoais: 0,35%
Transportes: 0,06%
Educação: 0,06%
O índice de difusão, que indica o espalhamento da inflação entre os subitens, foi de 65%.
Principais Pressões e Alimentos
O grupo Alimentação e bebidas representou 43% da inflação do mês. O leite longa vida subiu 13,66% devido ao clima seco e custos com ração. Outros destaques foram a cenoura (26,63%), cebola (11,76%) e tomate (6,13%).
A gasolina foi o subitem individual de maior impacto (1,86%), refletindo a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo. O diesel subiu 4,46%, o que também encarece os alimentos via frete.
Transportes e Habitação
A passagem aérea foi o item que mais puxou o índice para baixo, com queda de 14,45%, reflexo de coletas feitas antes do início do conflito internacional. Em contrapartida, o grupo Habitação subiu 0,63%, impulsionado pelo gás de botijão (3,74%) e reajustes na energia elétrica (0,72%) em diversas regiões metropolitanas.
O Gás Natural Veicular (GNV) caiu 1,24%, beneficiado pela maior disponibilidade interna e menor dependência de importações.