O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador considerado uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,44% em março, segundo dados divulgados pelo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (26).
O resultado foi influenciado, principalmente, pelos grupos de alimentação e bebidas, com alta de 0,88% e impacto de 0,19 ponto percentual (p.p.) no índice geral, e despesas pessoais, que subiu 0,82%, com influência de 0,09 p.p.
O acumulado em 12 meses ficou em 3,90%, enquanto o IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em 1,49% para o período de janeiro a março. Em março de 2025, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,64%.
Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para alimentação e bebidas, seguido das despesas pessoas, comunicação e vestuário.
Veja a variação dos preços por grupos:
- Alimentação e bebidas: 0,88%
- Despesas pessoais: 0,82%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,36%
- Habitação: 0,24%
- Artigos de residência: 0,37%
- Vestuário: 0,47%
- Transportes: 0,21%
- Educação: 0,05%
- Comunicação: 0,03%
Alimentação puxa alta dos preços
No grupo Alimentação e bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Segundo o IBGE, contribuíram para esse resultado as altas:
- Açaí: 29,95%
- Feijão-carioca: 19,69%
- Ovo de galinha: 7,54%
- Leite longa vida: 4,46%
- Carnes: 1,45%
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos, se destacam:
- Café moído: -1,76%
- Frutas: -1,31%
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março. A refeição (0,31%) registrou variação inferior à verificada no mês anterior (0,62%), enquanto o lanche aumentou de 0,28% para 0,50%, no mesmo período.