A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com limite superior de 4,5%.
Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88%. Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões geopolíticas.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O próximo encontro do Copom para definir a taxa será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas para a Selic até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano.
PIB e câmbio
A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano (PIB) permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção variou de 1,75% para 1,76%. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE, representando o quinto ano seguido de expansão.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.