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PIB perde força e cresce 0,4% no 2º trimestre; expansão anual é de 2,2%

Apesar da desaceleração, a atividade atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996
02 set 2025 às 09:42
Por: UOL
Imagem: Reprodução/Creative Commons

A economia brasileira perdeu fôlego e cresceu 2,2% no segundo trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação aos primeiros três meses deste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,4%. Apesar da desaceleração, a atividade atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996.


Como foi o PIB

  • Economia nacional cresce 2,2% em um ano. A variação para o período entre abril e junho considera uma comparação com o igual período de 2024. Na base de referência, a taxa é a menor desde 2020, quando o PIB encolheu 10,1% no primeiro período afetado pelos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus.
  • Resultado confirma perda de força do PIB. Apesar de positivo, o avanço mantém a sequência de desaceleração da economia nacional observada desde o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação entre todos os períodos, a alta anual é a menor desde o primeiro trimestre de 2022 (1,5%).

  • PIB nacional avança pelo 18º trimestre seguido. A última queda da economia brasileira na comparação anual foi apurada pelo IBGE no último trimestre de 2020 (-0,3%). Na ocasião, as economias do mundo sofriam com os efeitos da pandemia decretada no início daquele ano.
    • Crescimento diminui na comparação trimestral. A constatação surge diante do leve avanço de 0,4% do PIB entre abril e junho, em relação à expansão de 1,3% apurada nos primeiros três meses deste ano. As expectativas apontavam para o crescimento de 0,3% da economia na base de comparação. Na análise, o último resultado negativo aconteceu no segundo trimestre de 2021 (-0,6%).
    • Resultado mantém o PIB no maior nível da história. Mesmo com a desaceleração, a atividade econômica encontra-se no maior patamar de toda a série do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, coletado desde 1996. O desempenho é impulsionado pelos recordes atingidos pelo setor de serviços e pelo consumo das famílias.
    • Em valores correntes, o PIB somou R$ 3,2 trilhões. O resultado da soma de bens e serviços finais produzidos no país ao longo do segundo trimestre é formado pela soma de R$ 2,7 trilhões referentes ao VA (Valor Adicionado) a preços básicos e R$ 431,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

    O que é o PIB
    • O Produto Interno Bruto corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos em determinada economia. Divulgado no Brasil pelo IBGE a cada três meses, o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais é calculado a partir de uma fórmula que considera o consumo das famílias, os gastos do governo, os investimentos e as exportações líquidas.
    • O estudo que mede o desempenho da economia nacional foi iniciado em 1988, mas sofreu alterações. A primeira reestruturação ocorreu em 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. Em 2015, uma nova mudança metodológica estabeleceu o ano de 2010 como referência para os cálculos.
    • O IBGE calcula duas séries de números-índices para analisar o desempenho do PIB a cada trimestre. Uma das modalidades tem base no ano anterior à divulgação. Já a outra, chamada de "encadeada", tem o ano de 2010 como referência, sendo ajustada sazonalmente de forma que permita o cálculo das taxas de variação em relação ao trimestre imediatamente anterior.

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