O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com os três meses imediatamente anteriores, na série com ajuste sazonal. Em valores correntes, a atividade econômica nacional somou R$ 3,4 trilhões no período. O resultado confirma a continuidade da trajetória de expansão da economia, mas representa desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o crescimento havia sido de 1,1%.
Na comparação com o segundo trimestre do ano anterior, a economia brasileira avançou 2,0%. Com esse desempenho, o crescimento acumulado no primeiro semestre de 2026 atingiu 1,9%, mesmo patamar registrado no indicador acumulado dos últimos quatro trimestres.
Pela ótica da oferta, a Agropecuária liderou o crescimento ao avançar 2,8% no trimestre, impulsionada pelos ganhos de produtividade e pelo ritmo das safras de soja e café. O setor de Serviços teve alta moderada de 0,2%, sustentado pelas atividades de informação e comunicação (+2,1%) e transportes (+1,1%). Já a Indústria ficou estável (+0,1%), onde a expansão das indústrias extrativas (+3,4%) compensou as retratações da construção civil (-0,4%) e da indústria de transformação (-0,4%).
Pelo lado da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,2%, indicando retomada nos investimentos produtivos. O consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o consumo das famílias recuou 0,4%. A taxa de investimento encerrou o trimestre em 16,1% do PIB, ante 16,6% no mesmo período de 2025, e a taxa de poupança atingiu 16,6%.