Economia

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%

10 mai 2026 às 14:31

Os planos de saúde coletivos tiveram um reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Embora essa variação seja a menor em cinco anos, o índice representa mais que o dobro da inflação oficial (IPCA), que ficou em 3,81% no período.


Os dados foram divulgados na sexta-feira (8) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A última vez que o setor registrou uma alta menor foi em 2021 (6,43%), ano atípico devido à redução de procedimentos eletivos na pandemia.


Acima da inflação

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) critica reajustes que superam o IPCA. Em contrapartida, a ANS defende que o cálculo não deve ser comparado apenas à inflação, pois considera:


  • Mudanças nos preços de insumos e serviços de saúde;

  • Variação na frequência de utilização (sinistralidade).

Regra de reajuste por porte

Diferentemente dos planos individuais, onde a ANS fixa o teto, nos planos coletivos o valor é definido por livre negociação. O impacto varia conforme o número de beneficiários:


  • Planos com 30 ou mais vidas: Reajuste médio de 8,71%;

  • Planos com até 29 vidas: Reajuste médio de 13,48%.


Atualmente, 84% dos clientes de planos de saúde no Brasil estão em contratos coletivos.

Dados do setor

O setor de saúde suplementar vive um momento de expansão e alta rentabilidade:


  • Vínculos: 53 milhões de contratos em março de 2026;

  • Receitas (2025): R$ 391,6 bilhões;

  • Lucro Líquido (2025): R$ 24,4 bilhões (o maior da história).


Para cada R$ 100 recebidos pelas operadoras em 2025, o lucro líquido foi de aproximadamente R$ 6,20.


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