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Economia

Real se descola do exterior com BC e alívio na política e dólar cai a R$ 5,58

21 mai 2020 às 17:55
Por: Estadão Conteúdo

Ao contrário de outras sessões desta semana, onde predominou a influência externa, o noticiário doméstico teve nesta quinta-feira, 21, peso determinante para a forte queda do dólar, que fechou no menor nível desde o último dia 4. Primeiro foi o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarando que pode atuar mais no câmbio, se necessário. Depois, foi a reunião entre governadores, Jair Bolsonaro e o Congresso, mostrando clima mais pacificador e chegando a um consenso sobre não reajustar salários de servidores, como vinha defendendo o ministro da Economia Paulo Guedes.

Neste ambiente, o real foi nesta quinta a moeda com melhor desempenho ante o dólar em uma cesta de 34 divisas internacionais, em dia marcado por cautela no exterior.

A moeda americana subiu ante divisas fortes e alguns emergentes, em meio à deterioração das relações da Casa Branca com Pequim. No mercado doméstico, o dólar à vista fechou em R$ 5,5818, em queda de 1,88%. A moeda americana já acumula desvalorização de 4,4% na semana.

O operador e economista da Advanced Corretora de Câmbio, Alessandro Faganello, ressalta que o principal catalisador do mercado nesta quinta foi a promessa de Bolsonaro de sancionar em breve o projeto de socorro aos Estados, de R$ 60 bilhões.

Ele também destaca declarações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ao afirmar que o encontro mostra "união" entre os Poderes, e foi um pedido para que todos "deem as mãos e levantem uma bandeira branca".

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"O cenário político deu um alívio hoje", avalia Faganello, citando ainda que Campos Neto também contribuiu. "Ele mostrou que não vai permitir distorção nos preços do dólar."

O gestor da HIX Capital, Gustavo Heilberg, avalia que o quadro ainda é de incertezas com o cenário, pois há muitas perguntas sem respostas claras, mas há espaço para otimismo. Ele mencionou que o Congresso, na hora que precisa, aprova medidas importantes e que o Brasil entrou na crise com nível de reservas cambiais bastante forte, disse em live nesta quinta da Genial Investimentos.

O receio com o cenário pode ser visto pelo fato de o real ser a pior moeda de emergente este ano e o Ibovespa o índice com pior desempenho. Mas Heilberg disse acreditar que tudo vai se resolver, embora setores como o de shopping centers possam demorar três anos, ou mesmo mais tempo, para voltar aos níveis pré-pandemia.

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