Economia

Salário mínimo aumentará em R$ 52 - o que comprar com esse dinheiro?

01 out 2018 às 09:35

Receber R$ 52 a mais no fim do mês pode parecer irrisório para parte da população. Mas, para quem ganha um salário mínimo, esse dinheiro representa uma grande ajuda na hora de alimentar os filhos ou garantir remédios, em caso de doença. No ano que vem, o salário mínimo vai passar de R$ 1 mil pela primeira vez no Brasil. O reajuste dos atuais R$ 954 para R$ 1.006 vai representar uma ajuda extra para algumas pessoas, mas não vai aumentar o poder de compra delas.

Com R$ 52, o consumidor pode comprar 20 quilos (kg) de arroz, ou seja, quatro pacotes de 5kg.  Na vida da doméstica Luiza Carla Soares da Conceição, 45 anos, o aumento pode dar um pequeno alívio. Segundo ela, a primeira preocupação é com as compras do mês. “Primeiro vem comida, papel higiênico, essas coisas básicas para a família”, explica.

Luiza mora com a filha no Jardim Ingá, distrito de Luziânia (GO). Ela lamenta que o preço dos produtos aumente com o salário. “No fim das contas, a gente não consegue se planejar para utilizar o reajuste. Tudo sobe junto”, critica. A doméstica conta que é muito apertado pagar as contas de água, luz e aluguel. “Não sobra nada. É só o básico mesmo”, afirma.

Natural de Minas Gerais, Luiza admite que, às vezes, precisa recorrer ao cartão de crédito para conseguir passar o mês. “Eu tenho que dividir no cartão para conseguir comprar o necessário para a casa”, destaca. “A gente sobrevive porque o brasileiro não desiste nunca”, lembra, chateada com a situação.

O consultor e terapêuta financeiro Jônatas Bueno alerta que o salário mínimo é um valor muito baixo, que está aumentando cerca de 5%. “A inflação está projetada, para 2018, em 4,15%. Basicamente, o reajuste só corrige esse custo”, analisa. Bueno afirma que não há, de fato, elevação do poder de compra do consumidor. “É positivo cobrir a inflação. Pelo menos, o brasileiro não vai perder a capacidade de comprar, que se manterá a mesma. Isso é, de certa forma, bom”, constata.

Bueno indica que a melhor saída para as pessoas que recebem apenas um salário mínimo é investir na própria capacitação. “Não dá para fazer quase nada com esse dinheiro extra. As pessoas vão comprar as mesmas coisas. Agora, para tentar aumentar o valor do salário, só se colocando como mais capacitado no mercado”, diz. Ele acrescenta que existem cursos acessíveis. “O custo é baixo. Com R$ 50 tem curso pela internet. Alguns são até de graça. Com isso, é possível se capacitar e não ficar para trás no mercado de trabalho”, aconselha.

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