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Empresas de tecnologia da saúde apresentam crescimento de 16,1% no último ano

08 ago 2023 às 09:16

O desenvolvimento do potencial humano é estimulado pela curiosidade e necessidade, dois elementos-chave no DNA de healthtechs e startups com a missão de buscar soluções para a saúde humana em um mercado que movimenta bilhões todos os anos. 


O último relatório da GlobalData mostra um crescimento mundial da ordem de 11,4% entre 2017 e 2021, no segmento startups de saúde superando outros modelos de empresa no setor. No Brasil, as healthtechs movimentaram aproximadamente R$ 1,7 bilhão com crescimento estimado em 16,1% (comparado ao período anterior) segundo dados do Distrito Healthtech Report 2022.


Para as healthtechs, o desafio é observar a maturidade para inovação de cada região e estarem alinhadas as tendências, não apenas tecnológicas, mas a necessidade de cada segmento desse mercado, pois os serviços de saúde têm suas peculiaridades nas diferentes regiões do globo.


Uma realidade para o setor de saúde, principalmente no Brasil, é manter a sustentabilidade financeira do negócio. Nesse sentido, soluções que possam otimizar processos, melhorar a eficiência dos serviços e aumentar a satisfação dos clientes serão sempre uma ótima alternativa para o setor.


 A Telemedicina é uma das tendências que surge como uma solução de ponta e cada dia mais racionalizada para expansão dos serviços de saúde. Com a regulação do setor, através da Lei 13.989/20, as plataformas e o poder público têm segurança jurídica para fazer negócios e ampliar os serviços à população. O desafio para healthtechs é atender a alta demanda do serviço público.


Coletar e processar dados, as chamadas soluções em Data Analytics, também ocupam um ótimo lugar nesta prateleira de produtos. Sistemas que possam coletar dados a serem utilizados não apenas na tomada de decisão clínica, mas também gerencial, são soluções que se encaixam aqui. O desafio neste cenário é saber quais dados são importantes e como utilizá-los de forma produtiva.


Outra aposta segura é atuar no monitoramento a distância: supondo que as alternativas anteriores se somem, o próximo passo é monitorar os pacientes a distância. Obviamente, já existem algumas soluções, mas não estão acessíveis de forma massiva e não são utilizadas pelos profissionais da saúde em grande número. Soluções do tipo wearables vão ampliar sua participação neste mercado desde que devidamente amparadas por estudos de validação clínicas.


E com tantas transformações, a healthtechs que tenham ferramentas para garantir a segurança dos dados que transitam nos diferentes sistemas utilizados na cadeia de saúde, fornecendo soluções integradas que ajudem as instituições a criarem protocolos, têm aqui um grande potencial de mercado.


Para uma visão um pouco mais ao futuro, vale conferir a publicação do Medical Futurist Institute, que traz as 50 tendências para a transformação digital em saúde: Hype Cycle Of The Top 50 Emerging Digital Health Trends. 


Independente do segmento a investir, o momento é agora porque a transformação da Cultura de Inovação nas instituições e profissionais do mercado de saúde está em ritmo acelerado, retardar este processo poderá ser fatal para as empresas do setor.


Autor: Prof. Dr. Cristiano Teodoro Russo. Apresentador de TV, Professor, Consultor e Palestrante. Especialista em transformação digital, tecnologia e inovação na saúde. Presid. da Ass. Bras. de Startups de Saúde – ABSS.

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