O Brasileirão volta hoje para ter a primeira rodada desde a proibição total das casas de apostas, imposta por uma Medida Provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao mesmo tempo, os olhares estão voltados ao que pode acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF) e no impacto do andamento das eleições presidenciais.
Publicidade some, mas contratos ficam em suspenso
Com a MP em vigor, a publicidade de bets foi proibida e os sites legalizados precisaram sair do ar. Na prática, isso tira as marcas do uniforme e de ativações comerciais, mas não encerra automaticamente todos os acordos entre clubes e patrocinadores do setor.
Parte dos times adotou soluções provisórias enquanto espera uma possível reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF). São Paulo e Fluminense, por exemplo, tinham a Superbet como patrocinadora master e vão a campo com a marca Superscore, um aplicativo de inteligência esportiva do mesmo grupo empresarial.
O Fluminense afirma que a nova plataforma "não exibe nenhum tipo de publicidade, odds ou sugestões de apostas, e não promove, de qualquer forma, atividades de apostas de quota fixa"
O Fluminense afirma que a nova plataforma "não exibe nenhum tipo de publicidade, odds ou sugestões de apostas, e não promove, de qualquer forma, atividades de apostas de quota fixa"
Camisas à venda e o medo de estoque encalhado
Mesmo com os jogadores entrando em campo sem marcas de casas de apostas, o governo federal permite a venda de camisas já produzidas com as logos, desde que seja para queimar estoque anterior à MP e sem qualquer ação de publicidade associada à comercialização.
O Flamengo chegou a reclamar do risco de cerca de 150 mil peças ficarem encalhadas. O clube tinha o contrato mais rentável com uma bet, estimado em R$ 268 milhões por ano, e deixou o acordo com a Betano em stand by, à espera do que pode acontecer no STF ou de mudanças no texto via Congresso.