Esportes

Abertura da Olimpíada divide opinião do público na fanfest de SP

26 jul 2024 às 21:53

A transmissão da abertura da Olimpíada de Paris atraiu muita gente para a fanfest do Parque Villa-Lobos na tarde desta sexta-feira (26), na capital paulista. Sentadas em bancos, gramados, sobre cangas ou em arquibancadas, as pessoas presentes à fanfest vibraram muito quando os sete mega-telões mostraram os atletas brasileiros navegando pelo rio Sena.


Pela primeira vez na história, a abertura da Olimpíada foi realizada fora de um estádio. Em Paris, as apresentações musicais e artísticas ocorreram nas ruas, edifícios e até nos telhados da capital francesa, às margens do Rio Sena. Também de forma inovadora, as comitivas de atletas e delegações desfilaram em barcos.


Todo esse ineditismo dividiu opiniões tanto nas redes sociais como também na fanfest. A maioria das pessoas entrevistadas pela reportagem da Agência Brasil aprovou a inovação trazida pela França. Mas houve quem tenha achado tudo “muito estranho”.


“Achei essa abertura diferente, as músicas meio chatas no início. Essa coisa dos barcos foi interessante, mas não está muito empolgante. Está meio cansativa”, disse Alessandra Caetano Soares, servidora pública do Rio Grande do Sul.


Ela considerou interessante que a abertura tenha sido feita fora do estádio. Mas ainda assim, achou estranho o formato escolhido por Paris. “É legal ser feito ao ar livre porque daí tem participação popular muito maior. Mas ela foi diferente, estranha. A gente estranha quando as coisas mudam, né?”, disse ela.


Já a médica Amanda Félix Santos também achou o formato diferente, mas aprovou o evento. “É um evento bem diferente. Antes costumava ser em estádios, mas eu estou achando legal. Para quem está assistindo de fora, fica bem bacana. Imagino que para quem estava lá, deve ser um pouco mais monótono mesmo, mas para quem está assistindo de fora está bem bacana”, falou ela.


O engenheiro de computação e ex-atleta Eliel Alencar gostou da abertura, principalmente pela diversidade. “Vim aqui na fanfest prestigiar [a abertura] também como ex-atleta. Essa é uma celebração de todos os esportes e da união das pessoas não somente por meio do esporte. E essa Olimpíada, em especial, traz cultura, diversidade e representatividade. Eu acho que a cultura francesa mostra para nós que uma Olimpíada - e toda sua infraestrutura - pode ser feita em qualquer lugar. Seja com toda uma estrutura técnica de filmagem ou em um ambiente aberto, com a natureza participando, que é a demonstração do que está acontecendo. A chuva [que caiu hoje sobre Paris] não empata nada, ela vem abrilhantar ainda mais [o evento]”, falou ele.


O contador Anderson Rodrigues, que sempre gostou muito das Olimpíadas, também aprovou o novo formato. “É bem diferente. Há mais de 100 anos que é feito tradicionalmente dentro de um estádio, um estádio olímpico, mas agora a França quebrou esse protocolo e está fazendo no Rio Sena. Estou gostando bastante, é bem diferente do que a gente está acostumado da forma tradicional. Vai ficar marcado na história, com certeza”, disse ele.


Rodrigues aprovou também a escolha dos dois porta-bandeiras do Brasil: Isaquias Queiroz (canoagem) e Raquel Kocchann (rugby de sete). “Achei bem bacana incentivar a vida, com a Raquel [que enfrentou um câncer]. E o Isaquias Queiroz também, isso está enaltecendo todos os feitos que ele já fez”, comentou.

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