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Acusado de estupro, Daniel Alves começa a ser julgado na Espanha

06 fev 2024 às 09:11

Começou na manhã desta segunda-feira (5) o julgamento do jogador brasileiro Daniel Alves, acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona, na Espanha, em dezembro de 2022. A audiência deve se estender até a quarta-feira (7). 


O lateral-direito de 40 anos foi preso em janeiro do ano passado em Barcelona e, desde então, está preso de forma preventiva aguardando o julgamento. Na época, o jogador defendia o clube Pumas, do México. Inicialmente, Daniel Alves negou qualquer relação com a mulher, mais tarde declarou que fez relação consensual. 


No início do julgamento, a advogada de Daniel Alves, Inés Guardiola, disse que o jogador se diz vítima de um "tribunal paralelo", feito pela opinião pública.


Segundo o jornal espanhol La Vanguardia, a defesa de Dani Alves pediu a suspensão por considerar que o juiz de instrução não aceitou que um segundo perito examinasse a vítima. Por isso, pede a suspensão da audiência e a realização dos testes.


A advogada Inés Guardiola pediu ao tribunal que Daniel Alves preste depoimento no final do julgamento, uma vez ouvidas a vítima, as testemunhas e os peritos.


O julgamento do jogador de futebol acontece porque não houve acordo entre as partes. Nos últimos meses, a defesa de Alves, tanto o seu segundo advogado, Cristobal Martell, como a advogada que agora tem, Inés Guardiola, tentaram negociar um acordo com o Ministério Público, mas não tiveram sucesso. O MP pede alguns anos de prisão que a defesa não aceita.


Autoridades espanholas alegam "alto risco de fuga" diante dos "graves" e "diversos" indícios do crime para mantê-lo detido.


Alves se prontificou a entregar seu passaporte e usar uma tornozeleira eletrônica, mas a corte negou o habeas corpus porque o Brasil não extradita cidadãos nacionais para que respondam a processos em outros países.


Na Espanha, o estupro é um crime punível com até 15 anos de reclusão. A acusação pede 12 anos. Caso seja condenado, Alves terá que pagar ainda 150 mil euros (R$ 738 mil) a título de indenização por danos morais e psicológicos.



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