O Botafogo recebeu uma nova punição de transfer ban da Fifa nesta segunda-feira (1º). Esta é a quinta punição aplicada pela entidade máxima do futebol contra o time carioca somente em 2026.
A nova sanção decorre de multas administrativas acumuladas, e a proibição só cairá quando o Botafogo regularizar sua situação financeira. O histórico recente do clube revela dívidas com o Ludogorets pela compra de Rwan Cruz, com o New York City pela contratação de Santi Rodríguez e com o Zenit, da Rússia, pela aquisição de Artur.
Além disso, o clube ainda lida com pendências referentes à negociação de Thiago Almada, atualmente no Atlético de Madrid. O plano de recuperação e a disputa societária A direção da SAF, liderada por Eduardo Iglesias, trabalha para incluir esses débitos no plano de recuperação judicial que tramita na Justiça do Rio de Janeiro.
O objetivo é quitar as pendências antes da abertura da janela de transferências em julho, permitindo que a equipe volte ao mercado para reforçar o elenco. Enquanto tenta resolver o bloqueio da Fifa, o Botafogo vive uma intensa disputa societária. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que conflitos de governança da SAF devem ser resolvidos pela arbitragem da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A medida devolveu o poder de voto à Eagle Football Holdings e suspendeu os poderes políticos de John Textor na gestão direta do clube.
Venda para fundo americano é alternativa
Em meio ao caos administrativo, o clube associativo se movimenta para tentar aprovar a venda da SAF para um novo investidor. O fundo de investimentos americano GDA Luma, que é o principal credor do Botafogo com uma dívida de R$ 2 bilhões, aparece como o favorito para assumir o controle do futebol alvinegro.
A proposta surge como uma tentativa de estancar a crise e garantir que o futebol do clube não seja inviabilizado pelas punições internacionais recorrentes. A decisão sobre o futuro da gestão deve ocorrer nos próximos meses, enquanto o time corre contra o tempo para limpar seu nome junto à Fifa.