Esportes

Clubes recebem alerta de bets sobre rescisão de contratos

25 set 2026 às 09:37

Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro começaram a notificar algumas equipes sobre a possibilidade de rescisão dos contratos comerciais caso o governo federal proíba a operação das bets no país. A informação foi divulgada pelo Estadão e também confirmada por outros veículos.


Atualmente, 14 dos 20 clubes da Série A exibem marcas de empresas de apostas em espaços de destaque nos uniformes, segundo levantamento divulgado nesta semana.


Entre os clubes que receberam alertas estão Corinthians, São Paulo e Fluminense. O Corinthians tem contrato com a Esportes da Sorte, enquanto São Paulo e Fluminense são patrocinados pela Superbet.


CONTRATOS MOVIMENTAM MILHÕES


Os acordos representam valores expressivos para os clubes. O Corinthians recebe R$ 150 milhões por ano da Esportes da Sorte.


Já os contratos da Superbet preveem R$ 80 milhões para o São Paulo em 2026 e R$ 53 milhões para o Fluminense, com possibilidade de chegar a R$ 86 milhões.


No Flamengo, a Betano paga cerca de R$ 268 milhões por ano, segundo informações divulgadas sobre o contrato. A empresa também está entre as que notificaram o clube sobre os possíveis impactos de uma mudança nas regras.


Em 2025, os patrocínios de empresas de apostas para clubes da Série A somaram cerca de R$ 1 bilhão, segundo levantamento citado pela Folha.


GOVERNO PREPARA MEDIDA SOBRE AS BETS


O governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) que poderá alterar significativamente as regras para o setor de apostas. Até o momento, os detalhes finais da medida e sua abrangência são o principal ponto de definição.


Reportagens desta sexta-feira (25) apontam que o governo avalia uma proibição ampla das apostas online, enquanto clubes e empresas aguardam a publicação oficial para definir os próximos passos.


Caso apenas os jogos de cassino online sejam afetados, a expectativa é de renegociação dos contratos, já que essa modalidade representa parcela importante da receita das empresas. Se a restrição alcançar também as apostas esportivas, os acordos de patrocínio podem ser encerrados.


CLUBES BUSCAM ALTERNATIVAS


Diante da possibilidade de perda dos patrocínios, alguns clubes já começaram a sondar o mercado em busca de novos parceiros. A Folha informou que equipes da Série A fizeram contatos iniciais enquanto aguardam a definição do governo.


Os clubes também discutem com o governo alternativas para enfrentar uma eventual perda de receitas. Entre as possibilidades está a criação de uma linha de crédito com condições diferenciadas para ajudar as equipes na renegociação de dívidas.


As casas de apostas, por sua vez, avaliam recorrer à Justiça caso uma eventual proibição seja aprovada, alegando possíveis questões de segurança jurídica e constitucionalidade, conforme relatos divulgados pela imprensa.

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