Imagina só essa situação: seu país perde de 4 a 0 em casa, com a torcida lotando o estádio - e depois se envolvendo em conflitos por conta da derrota -, na última rodada da Copa Africana de Nações e sendo eliminado da competição. A situação aconteceu com a Costa do Marfim na edição de 2023 do torneio. No entanto, a seleção marfinense conseguiu a classificação na terceira colocação do grupo A por meio de uma combinação de resultados e realizou um feito histórico nesta segunda-feira (29) ao eliminar o atual campeão Senegal.
A Costa do Marfim saiu perdendo por 1 a 0 logo aos três minutos de jogo. Mané cruzou para Diallo, que matou no peito e mandou um chutaço no ângulo esquerdo. Porém a seleção marfinense não desistiu e conseguiu o empate com Kessié, de pênalti, aos 43 minutos do segundo tempo para levar o jogo para a prorrogação.
Na prorrogação, as duas equipes tiveram chances de gol. Mané quase conseguiu marcar o 2 a 1, mas parou no goleiro Fofana. A Costa do Marfim até tentou tirar o empate do placar, porém Mendy, de Senegal, estava muito bem posicionado. A decisão foi para os pênaltis.
Senegal e Costa do Marfim convertam os dois primeiros pênaltis cada, mas a situação complicou para os senegales quando Niakhaté foi para a bola. O zagueiro tirou muito do goleiro Fofana e carimbou a trave direita. A seleção marfinense teve a vantagem no jogo e se classificou com Kessié, companheiro de Mendy no Al Ahli, da Arábia Saudita, superando o arqueiro novamente para colocar os Elefantes nas quartas de final pela primeira vez desde 2015.