Daniel Ricciardo não somou pontos no Grande Prêmio da Hungria com a AlphaTauri. Mesmo assim, saiu satisfeito com o desempenho no final de semana, que marcou seu retorno ao grid da Fórmula 1.
Dispensado pela McLaren no fim de 2022, o australiano foi contratado pela Red Bull como piloto de testes para esta temporada. No entanto, foi emprestado pela equipe à AlphaTauri, que decidiu dispensar Nyck de Vries após dez etapas. O holandês não tinha pontos.
Em Hungaroring, Ricciardo teve desempenho discreto nos treinos livres: foi 14º colocado na primeira sessão (sem marcar tempo), 14º na segunda e 18º na terceira. Largou em 13º lugar, resistiu a um acidente provocado por Guanyu Zhou (Alfa Romeo) na primeira volta e terminou na mesma 13ª posição. Yuki Tsunoda, também da AlphaTauri, foi o 15º da prova.
“Não posso querer mais do meu primeiro final de semana, e isso me dá confiança”, disse Ricciardo após a prova, lembrando o toque sofrido da Alfa Romeo de Zhou após a largada.
“Eu fui atingido na curva 1 e caí para o fim do pelotão. Depois disso, fiquei preso no tráfego, mas uma vez que tivemos pista livre, pude encontrar um ritmo. A partir daí, fiquei feliz. Nosso ritmo não era ruim, talvez pudéssemos ter conquistado pontos hoje (domingo), não sei. Mas nossa estratégia era boa, apenas tivemos um pouco de falta de sorte”, analisou.
“Por outro lado, o toque na largada poderia ter encerrado minha corrida, então agradeço pelo fato de o carro ter permanecido OK e eu ter conseguido dar 70 voltas para aprender o máximo possível. Vou aprender dos meus erros, tentar melhorar mais e mais. Fiz pequenas anotações mentais, que vou compartilhar com a equipe”, completou.
Com o resultado na Hungria, Ricciardo é o 21º colocado do Mundial de pilotos. Sem pontuar, ele ainda fica atrás de Nyck de Vries, que conseguiu um melhor resultado – o 12º lugar no GP de Mônaco – durante a passagem pela F1. Mesmo assim, ficou satisfeito.
“Acima de tudo, há muitas coisas com as quais estar feliz”, concluiu.