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Danilo comemora título da Série D e recorda início de Bidon no Corinthians

30 set 2026 às 07:48

Multicampeão por São Paulo e Corinthians, Danilo começou com o pé direito a carreira de treinador. Após passagem pelas categorias de base do Timão, o ex-meia conquistou o título do Campeonato Mineiro do Interior pelo Pouso Alegre e da Série D do Brasileirão pelo Uberlândia neste ano.


Para levar a equipe do Triângulo Mineiro ao acesso, o treinador assumiu o comando na reta final da primeira fase e passou por Rio Branco-ES, Serra Branca, Portuguesa, CSA e ABC até chegar à final contra o ASA.

“Penso que o campeão não se forma no final. Ele vai crescendo durante a competição, principalmente nos mata-matas. Dos adversários que enfrentamos, não tivémos nada fácil. Todos os jogos difíceis. O jeito que jogamos dentro e fora de casa nos levou até a final. Você vai passando de fase e o time vai criando casca, encorpando. Nosso título foi conquistado de jogar jogo a jogo”, conta em entrevista à Band.com.br.


Na campanha até o título, Danilo conta que também precisou se reinventar e se adaptar a cada momento: “Depende muito dos jogadores que você tem em mãos, lógico que eu tenho preferência do jeito que eu gosto de jogar, mas, às vezes, você não tem um atleta que vai fazer isso. Então, não adianta você forçar.

 Tem que ir pro campo, treinar e ver a melhor formação e o que vai ser melhor naquele momento para que possa dar certo para o que você coloca em prática”.


O começo antes do Uberlândia


Dois anos após pendurar as chuteiras em 2019, Danilo deu o primeiro passo para virar treinador. O ídolo assumiu o comando da equipe sub-23 e, posteriormente, sub-20 do Corinthians.


Entre algumas críticas dos torcedores, conseguiu se firmar e teve como momento de destaque o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2024. Na época, tinha um nome que hoje veste as cores da Seleção Brasileira.


“Já dava para ver [diferencial no Breno Bidon]. Levei o Bidon para a Copinha quando ele tinha 16 anos. Teve um ano que eu levei ele, Wesley, André, Moscardo. Eram jogadores que estavam no sub-17 e levei pra Copinha no sub-20. Já havia uma qualidade muito grande neles e tinha certeza que no decorrer dariam muitos frutos ao Corinthians”, recorda.


Danilo destaca que a qualidade do garoto era tamanha que até funções além das habituais ele costumava fazer dentro de campo.


“O Bidon, queira ou não, jogou em quase todas as posições do meio pra frente comigo: segundo volante, jogou de 10, jogou aberto. Ele tem essa versatilidade de jogar em várias posições. É jogador de qualidade que o treinador gosta”, diz o ex-meia.


No papel de treinador, Danilo pode “corrigir” uma questão de seu passado como jogador. Apesar dos inúmeros títulos, o ex-craque nunca vestiu a camisa da Seleção Brasileira, nem mesmo em amistosos.


O sonho de Seleção ainda existe?


Apesar do foco no momento com o Uberlândia, o técnico não descarta o sonho de um dia alcançar a Amarelinha.


“Acho que, como jogador, faltou esse jogo [pela Seleção]. Todos os clubes em que passei eu ganhei, fui campeão. Mas também vejo a dificuldade, eu jogava de meia, no meio, então tinha muitos atletas de muita qualidade. A gente tem que respeitar isso. Agora, como treinador, quem sabe um dia Deus possa me abençoar de ter uma oportunidade dessa, mas eu vivo um momento e estou vivendo um momento muito bom. Agora é dar sequência nisso e quem sabe lá na frente Deus possa me presentear com uma camisa dessa”, completa.



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