A FGoal ingressou com ação judicial contra o São Paulo e cobra R$ 5,18 milhões após o rompimento do contrato firmado para operação de alimentos e bebidas no Morumbi. A empresa foi dispensada sob alegação de justa causa no início do mês, mas sustenta que não havia fundamento para o encerramento do vínculo.
Segundo a prestadora, o valor pedido inclui lucros que seriam obtidos até 2029, prazo final previsto no acordo, além de indenizações por danos morais e materiais. O processo corre sob sigilo na 2ª Vara Cível do Butantã. Procurado, o clube ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação.
O São Paulo decidiu pela rescisão após identificar descontos em repasses realizados pela empresa. As compras feitas por sócios com cartão eram direcionadas a uma conta administrada pela FGoal, que posteriormente transferia os valores ao clube. A diretoria afirma que não tinha conhecimento dos abatimentos.
Já a empresa argumenta que os descontos estavam previstos contratualmente e se referiam a serviços de tecnologia da informação e fiscalização das maquininhas utilizadas nas dependências do estádio e do clube social.
Investigação envolve ex-dirigente
Antes mesmo do rompimento, a FGoal entrou na mira de investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que apuram possíveis irregularidades relacionadas às contas vinculadas às máquinas de cartão.
Além da empresa, o ex-diretor-geral do clube social, Antônio Donizete, o Dedé, também é investigado. Em áudio divulgado pelo jornal Estadão, ele menciona cobranças para empresas atuarem no clube. Dedé afirma que sua saída teve motivação política e nega irregularidades.
Após o caso se tornar público, a FGoal declarou que a diretora jurídica do clube, Erika Podadera, teria apontado motivo político para o fim do contrato. A dirigente nega a afirmação.
Criada em 2019, a empresa abriu novo CNPJ ao iniciar a parceria com o São Paulo, em 2023, com endereço no Morumbi. Segundo a FGoal, a mudança ocorreu por questões logísticas. O capital social também foi alterado, passando de R$ 5 mil para R$ 50 mil.