Esportes

Ex-goleiro revela perrengues na base do Palmeiras antes de era bilionária

15 set 2026 às 09:21

A realidade atual da Academia de Futebol e da base do Palmeiras, referência mundial na formação de atletas e dona de uma estrutura milionária em Guarulhos, passa bem longe do cenário enfrentado pelos garotos do clube no início dos anos 2000. Quem viveu a transição da "vacas magras" para a era moderna detalha os bastidores de um período em que até para treinar era preciso improvisar locais na capital paulista.


Goleiro titular na conquista da Copa do Brasil de 2012 e formado nas categorias de base alviverdes, Bruno revelou como funcionava o cotidiano dos jovens atletas antes do investimento massivo na estrutura de formação.


"Na nossa época não tinha [CT de base] [...]. A gente se apresentava lá, se trocava, pegava o ônibus e saía para treinar em outro lugar [...]. Se era dia de físico, a gente ia ao Parque do Piqueri, na USP correr."




O contraste do passado e o protagonismo atual


Nos anos 2000, sem um centro de treinamento exclusivo para as categorias de base, a comissão técnica e os jogadores precisavam se adaptar à falta de campos e instalações adequadas. A rotina envolvia deslocamentos constantes pela cidade de São Paulo, treinos físicos em parques públicos e parcerias temporárias para uso de gramados.


A mudança radical de patamar começou a se desenhar com a modernização dos processos internos, a construção do CT de Guarulhos e a transformação do Palmeiras em uma potência financeira a partir da década de 2010. Hoje, o clube oferece estrutura de nível europeu, com alojamentos de ponta, departamento médico integrado e análise de desempenho desde o sub-11.


Frutos da modernização dentro e fora de campo


A evolução estrutural impactou diretamente a capacidade do clube de revelar talentos e disputar títulos em todas as categorias. Se no passado os pratas da casa precisavam superar a falta de infraestrutura para se afirmar no time profissional, a geração atual desfruta de um ambiente preparado para acelerar o desenvolvimento de atletas de alto rendimento.


Um dos principais retornos de todo este investimento na base alviverde é financeiro. Somente com as vendas de crias da base palmeirense, o Palmeiras faturou mais de R$ 2 bilhões e supera até gigantes europeus no valor arrecadado com vendas de atletas revelados no próprio clube.


Para os nomes que vivenciaram a fase de dificuldades, enxergar a transformação do Palmeiras reforça o tamanho do salto institucional dado pelo clube nas últimas duas décadas.

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