A Seleção Brasileira sofreu um golpe determinante em sua preparação para a Copa do Mundo. O atacante Estêvão, do Chelsea, teve confirmada uma lesão muscular de grau quatro na parte posterior da coxa, o nível mais crítico para esse tipo de contusão. O problema ocorreu durante uma jogada de velocidade e explosão em partida contra o Manchester United, resultando em uma ruptura significativa das fibras musculares.
Com a estreia do Brasil no Mundial marcada para o dia 13 de junho, o tempo de recuperação joga contra o atleta e a comissão técnica. O diagnóstico médico aponta um período de afastamento de, no mínimo, três meses, o que exclui qualquer possibilidade de participação do jogador no torneio.
Em entrevista ao Jornal da Band, o ortopedista e traumatologista Henrique Lippelt explicou a gravidade da situação.
"A lesão de grau 4 representa uma ruptura completa ou quase completa das fibras musculares, podendo ocorrer na musculatura ou na junção com o tendão", afirmou Lippelt.
Segundo o médico, o tempo médio de recuperação é de, no mínimo, três meses, podendo se estender até seis meses em casos mais complexos.
Crise no departamento médico preocupa Ancelotti
A ausência de Estêvão, considerado peça-chave no esquema tático da Seleção, agrava a situação do técnico Carlo Ancelotti, que enfrenta uma sequência de baixas importantes às vésperas da competição. O ciclo preparatório tem sido marcado por problemas físicos em nomes fundamentais do elenco titular.
Além de Estêvão, a lista de desfalques e dúvidas inclui:
- Rodrygo: O atacante do Real Madrid sofreu uma lesão no joelho em março e já está oficialmente fora da Copa do Mundo.
- Éder Militão: Titular da lateral direita, o defensor sentiu uma lesão na coxa em partida recente e passará por avaliações, tornando-se uma preocupação imediata.
- Alisson: O goleiro, que ficou de fora das últimas três convocações por problemas físicos, ainda busca a plena forma.