A FIFA decidiu que não irá realocar as partidas da seleção do Irã para o México, rejeitando a pressão da federação iraniana que demonstrava temor pela segurança de sua delegação em solo norte-americano.
A decisão, revelada pelo jornal The Times, ocorre em meio a um conflito direto envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, agravado após a morte do líder supremo Ali Khamenei e declarações polêmicas de Donald Trump.
Segurança x Logística
O presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj, afirmou que a seleção não viajaria para os EUA após Trump sugerir que a segurança dos iranianos "não seria apropriada" durante o torneio. O Irã solicitou que seus jogos em Los Angeles e Seattle fossem transferidos para sedes mexicanas.
No entanto, a FIFA considera a mudança inviável por dois motivos principais:
- Calendário: A alteração causaria um efeito dominó, afetando a logística de outras seleções e parceiros comerciais.
Os jogos do Irã sob ameaça
O Irã está no Grupo G que jogará em solo americano nas seguintes datas:
- 15 de junho: Contra a Nova Zelândia (Los Angeles)
- 21 de junho: Contra a Bélgica (Los Angeles)
- 26 de junho: Contra o Egito (Seattle)
Existe ainda o risco de um confronto entre Irã e Estados Unidos nas oitavas de final, em Dallas, caso avancem em segundo lugar em seus respectivos grupos.
Quem poderia herdar a vaga?
Embora o Irã tenha recuado da ideia de abandonar o Mundial, a Federação alerta que a decisão pode mudar conforme o desdobramento da guerra. Caso a desistência seja oficializada, a FIFA detém o poder de convidar um substituto.
Os nomes mais cotados para herdar a vaga são Iraque e Emirados Árabes Unidos, que bateram na trave nas Eliminatórias Asiáticas.