A ginasta brasileira Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na trave no Mundial de Ginástica Artística de Roterdã, na Holanda, neste domingo. O resultado encerra uma sequência de dez anos de tentativas da atleta de subir ao pódio no aparelho em grandes competições internacionais.
Finalista nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e de Tóquio, em 2021, além dos Mundiais de Stuttgart, em 2019, e Jacarta, em 2025, Flavinha ainda não havia conquistado uma medalha na trave nesses eventos.
Na final em Roterdã, a brasileira terminou atrás apenas de Kaylia Nemour, que ficou com o ouro, e de Zhang Qinqyng, medalhista de prata. Com o bronze, Flávia chegou à terceira medalha em Campeonatos Mundiais. Em 2023, ela já havia conquistado a prata por equipes e o bronze no solo, em Antuérpia.
“Esta conquista foi especial, porque nunca havia antes ganhado uma medalha na trave, e já são dez anos tentando, praticamente. Portanto, conseguir isso me deixa muito feliz”, afirmou a ginasta.
Flavinha dedica conquista à trajetória na ginástica
Emocionada, a brasileira dedicou o resultado à versão mais jovem de si mesma, que ficou em quinto lugar na final da trave nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, por apenas um décimo de ponto.
“Isso é pra Flavinha, pequenininha, de 2016, que ficou em quinto lugar na Olimpíada, por 0.10. Senti que hoje era o dia. Eu tinha que brilhar hoje. Tava sentindo isso no meu coração”, declarou.
Técnico destaca coragem da brasileira
O treinador Francisco Porath Neto comemorou a medalha e ressaltou a dedicação da atleta, que vinha disputando finais do aparelho sem conseguir terminar entre as três primeiras colocadas.
“Já faz anos que ela luta por isso, sempre está nas finais. Falei pra ela ter coragem. E foi lindo demais. Ela merece tudo isso”, afirmou o técnico.
Porath Neto também comentou a disputa acirrada na fase classificatória, em que as notas das ginastas ficaram próximas na briga por uma vaga na final.
“Na classificatória, as notas estavam muito altas. Eram muitas meninas muito próximas para se conseguir um lugar entre as três na final. Agora é curtir a medalha, voltar para casa e descansar. E depois retomar o trabalho, para conquistarmos outras”, completou.